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Polícia - Operação

Postada em 09/02/2018 ás 10h37 - atualizada em 09/02/2018 ás 15h16

Publicada por: Redação

Fonte: Metropoles

MP investiga quadrilha que comercializava moeda digital no Piauí
Os líderes da quadrilha ostentavam uma vida de luxo, com carros importados, lanchas e até um helicóptero.
MP investiga quadrilha que comercializava moeda digital no Piauí

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga os braços da organização criminosa que comercializava a moeda digital Kriptacoin em São Paulo e no Piauí. A quadrilha foi desarticulada em outubro de 2017, acusada de movimentar R$ 250 milhões e de ter lesado 40 mil pessoas em Goiânia e no Distrito Federal. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentação do grupo nas regiões Sudeste e Nordeste.

As informações constam de relatório do MPDFT sobre o caso. O documento complementa dados e atualiza o andamento das investigações. Os memoriais foram entregues à Justiça nessa quinta-feira (08) e apontam, entre outras novidades, a possível atuação dos criminosos fora do Distrito Federal e a periculosidade dos integrantes da quadrilha.

Revela também que os integrantes do grupo podiam manipular a moeda como bem entendessem, inclusive apagando movimentações da plataforma a qualquer momento. O relatório descreve, ainda, os métodos dos criminosos para enganar as vítimas, como fingir que russos e chineses participavam do negócio. Outro trecho aponta que o dinheiro das vítimas era aplicado em títulos de previdência privada.

“As pessoas acabam caindo em golpes como esse, pois a mise en scène dos vídeos, das publicações em redes sociais, do comercial na televisão aberta, das festas eletrônicas, das palestras motivacionais, do entusiasmo demonstrado pelos executivos, fatalmente as levava a acreditarem na rentabilidade e em uma revolução financeira na vida".  Paulo Roberto Binicheski, promotor de Justiça responsável pelo caso.

Os dois principais alvos da operação em 2016 foram os irmãos Welbert Richard Viana Marinho, 37 anos, e Weverton Viana Marinho, 34. Eles não tinham os nomes publicados no site da empresa e não constavam como sócios nos dados da Receita Federal, mas se apresentavam como presidentes do grupo. Ao todo, após a investida da Polícia Civil, o MPDFT denunciou 16 pessoas à Justiça. Os líderes da quadrilha ostentavam uma vida de luxo, com carros importados, lanchas e até um helicóptero.

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