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08/09/2022 11h25 Atualizada há 2 anos
Por: Gustavo Henrique

Primeira fase do longa "Babaçu Love", é concluída

"Babaçu Love", novo filme de Cícero Filho, finalizou as gravações de sua primeira etapa. Recheado de muito humor, músicas e ação, o filme é uma produção original TvM Filmes, e conta com grandes nomes no elenco principal, entre eles o humorista Whindersson Nunes e a cantora Mara Pavanelly. A produção é grandiosa, com mais de sessenta profissionais, 99% deles, nordestinos. Quem assina a fotografia é o experiente Adriano Arruda, nome conhecido do circuito de cinema e televisão. A comediante e youtuber Amanda Odillon vive seu primeiro grande papel. “Tudo, nesse filme, é surpreendente”, diz Cícero Filho, lembrando que a trajetória do filme foi iniciada em 2012, depois da estreia do filme “Flor de Abril”. De lá para cá, já são mais de dez anos, trabalhando no roteiro, a cenografia e escolhendo o elenco.

Babaçu Love será o quinto longa-metragem de Cícero Filho no cinema. Conhecido por alternar dramas e comédias, “Babaçu Love” guarda algumas sutilezas do drama de “Flor de Abril”, mas está mais para o clima de “Ai que Vida”, grande sucesso de público, com fãs em todas as regiões do país. “Babaçu Love” é cinema autoral e independente, mas revestido do profissionalismo típico das grandes produções. O longa está sendo rodado em cidades dos Estados do Piauí e Maranhão, com destaque para a capital Teresina/PI e ao povoado Barro Vermelho, pertencente a cidade de Poção de Pedras/MA.

Foto: Thiago Costa
Foto: Thiago Costa

Cícero Filho diz que esta é a primeira produção com uma equipe numerosa. “Sempre trabalhei com poucos recursos, mas, em Babaçu Love a coisa melhorou graças a parcerias vitoriosas com a empresa G3 TELECOM e ao Governo do Estado do Piauí via SECULT/PI, e aos apoios das Lojas IDEAL MAGAZINE, Valle Açaiteria, Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão,  Prefeitura de Amarante, Apollo 11 Pub House e da rede Gran Hotel Arrey. Nem nos meus mais lindos sonhos, seria tão perfeito. Tudo flui com tranquilidade. A equipe técnica é muito disciplinada e atenta a cada ordem a ser executada, e tudo acontece fluentemente. As coisas boas transbordam, poucas coisas precisam ser alinhadas”, conta. O diretor diz que duas cenas, particularmente, o marcaram nessa primeira etapa. A primeira, foi a cena em que Eli Sibita, que interpreta a personagem Da Cruz, cai num poço. “Era uma noturna tensa, em que não sabíamos se a triz de 87 anos iria aguentar o frio e as dificuldades do set”, conta Cícero. “Construímos um cenário em forma de poço dentro de um enorme tranque. Toneladas de equipamentos foram montados para que a cena fosse feita de primeira. Eli Sibita foi gigante! Fez a cena consistente!”, comemora. A segunda cena de impacto para o diretor foi a primeira apresentação da banda Babaçu Love, onde Diloura (Amanda Dilon) e Ransquelson Rushell (Whindersson Nunes) fariam um show ao vivo. “Lembro do Whindersson olhando pra mim e perguntando: Ciço cadê o playback, e eu respondendo que não teria, que seria ao vivo mesmo, no gogó. Ele olhou pra mim com os olhos espantados. Disse: cara, minha voz é horrível! (risos). Respondi: não precisa ser bom, seja péssimo mesmo!”. O diretor se diverte. No filme, os vocalistas cantam mal mesmo. E essa é a história por trás de "Babaçu Love".

Em 2022, um dos grandes nomes do audiovisual brasileiro, o diretor de fotografia Adriano Arruda se uniu ao projeto. O convite partiu de uma indicação do Laitinho, artista da música, que interpreta o personagem Tetéu, pai de Diloura e empresário da banda Babaçu Love. Adriano Arruda foi contactado para locar os equipamentos de gravação. “Tenho uma produtora em Fortaleza”, explica. Adriano diz que após o primeiro contato, apareceu o convite. “Foi uma alegria grande quando, três dias depois, ele me retornou e disse que queria fechar comigo também a fotografia do filme. Eu me senti muito agradecido. Falei que estava com ele no que precisasse de mim no projeto. Hoje tenho certeza que era coisas de Deus essa aproximação e culminando na realização do filme”, conta.

Adriano Arruda diz que fazer a fotografia da primeira fase de Babaçu Love implicou em superar alguns desafios. “Primeiro, por nunca ter ido lá na região e não conhecer diretamente o que poderia vir. Outras demandas vieram das dificuldades de recursos técnicos, de engenharia e elétrica. Mas, com garra e uma equipe maravilhosa, tiramos de letra, mesmo com uma estrutura pequena. O time comprou a ideia e realizamos tudo de uma forma até surpreendente. Os resultados foram maravilhosos e até superaram nossas expectativas”, disse. Para ele, o cenário natural, escolhido para as locações, ajudaram bastante. “É um lugar muito lindo. Pra onde você  posiciona a lente, tem uma paisagem de encher os olhos, fora a nossa “cidade cenográfica” (risos). Cícero pensou em cada detalhe… vocês vão ver o resultado no filme”, sintetiza.

Diretor de fotografia bastante experiente, Adriano Arruda diz que o que marcou nas gravações da primeira fase foi o forte sentido de união da equipe. “Parecíamos que já tínhamos trabalhado juntos o inteiro. E com o Cícero, então!?!? Tudo funcionou como uma orquestra, mesmo com a equipe do Whindersson Nunes. Apesar de ser artista e famoso, ele se integrou ao nosso ritmo (risos). Tivemos muitos momentos de arrepio, tanto na parte cênica como na interpretação. O elenco é maravilhoso. Mas um dos pontos altos foi o senso de humor que todos tiveram no set. Era um clima leve e gostoso de trabalhar. Tô sentindo falta já e doido pra que chegue a segunda fase”, conta.

Outra pessoa chave na equipe é a produtora executiva Ana Carolina Sousa. Ela conta que o convite para participar do longa-metragem surgiu de uma indicação do diretor Bruno Magno. “O Cícero foi uma das minhas principais referências quando cursei  cinema e hoje ter a honra de trabalhar com ele em projeto tão especial e sonhado como o Babaçu Love não tem preço”, comemora.  Ana Carolina fala que um dos principais desafios dessa primeira fase do filme foi enfrentar as limitações trazidas pela pandemia da Covid-19, onde todo o segmento audiovisual, sobretudo, o cinematográfico, foi afetado. “O desafio de gravar e oferecer segurança para toda equipe nesse cenário de Covid e com um orçamento pequeno foi bastante desafiador”, diz. Além disso, tiveram os desafios da própria locação, localizada no povoado Barro Vermelho, no Maranhão, onde está a “cidade cenográfica” do filme. “A locação requer um desenho de produção minucioso. Graças ao alinhamento dos nossos patrocinadores e chefes de departamento conseguimos possibilitar um set de filmagens de primeira qualidade e superar diariamente todos os desafios que apareceram durante as gravações”, comemora. Ela diz que o público pode esperar o melhor da assinatura do Diretor Cícero Filho: uma comédia viva, com uma mensagem nobre e necessária. “Sem dúvidas, será um respiro de alegria para todos os espectadores que esperam outro filme desde o ‘Aí Que Vida’. Tudo isso regado com muito forrozão, com composições autorais, e muitas referências a esse ritmo que marcou uma geração. Creio que o público terá diversas memórias afetivas ativadas ao assistirem Babaçu Love”, disse.

A segunda fase do filme está confirmada para acontecer em novembro deste ano. Segundo o produtor Gustavo Miranda, a necessidade de dividir o filme em duas fases decorre da passagem de tempo prevista no roteiro. “Grande parte dos atores irão sofrer mudanças físicas. Os cenários também serão alterados para evidenciar ainda mais essas mudanças de tempo”, disse.

 

 

A roteirista Kelma Gallas, que iniciou a parceria com Cícero Filho no filme “Flor de Abril”, diz que a história de Babaçu Love é sobre como as pessoas vão atrás de seus sonhos, mesmo atravessando adversidades. “A gente queria falar do mundo dos shows, mas não dos megashows. Queríamos falar do universo das pequenas bandas, que se organizam de maneira precária, mas com muita paixão pela música”, explica. Kelma Gallas diz que a experiência do roteiro do filme foi intensa. Ao longo de mais de dez anos, foram feitas mais de 20 versões diferentes para a história, algumas delas, mudando completamente a perspectiva anterior. “Mas o maior desafio mesmo foi materializar essa história do Cícero. Essa história veio pronta, num grande plot, e o meu trabalho foi aprofundar as características dos personagens e construir diálogos mais elaborados, tudo em coerência com a nordestinidade que é inerente à história do filme”.

Cícero Filho, já não ver a hora das gravações da segunda fase. "Esperançoso", disse ele. 

Fonte: TvM Filmes
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