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24/06/2018 09h15 Atualizada há 3 anos
Por: Redação

Jogador Paulinho fica longe do gol e ainda tenta se achar na Copa

Foto: Pedro Martins/ MoWa Press
Foto: Pedro Martins/ MoWa Press

Uma das referências ofensivas do Brasil de Tite, o meio-campista Paulinho apresenta números tímidos no ataque após dois jogos na Copa do Mundo da Rússia. Sem a mesma liberdade para avançar em razão da presença de outros quatro jogadores ofensivos, mas também pouco participativo na construção de jogadas, não foi a figura importante de outros momentos diante de Suíça e Costa Rica.

Entre os seis jogadores do elenco com experiência em Copa do Mundo [Thiago Silva, Marcelo, Fernandinho, Willian e Neymar são os outros], Paulinho está entre aqueles que ainda tentam imprimir seu melhor jogo na competição. Há quatro anos, com Luiz Felipe Scolari, ele também chegou em alta depois de uma Copa das Confederações marcante, mas foi parar no banco de reservas, sem conseguir ser o jogador letal de outros momentos.

No Mundial do Brasil, Paulinho não fez nenhum gol, não deu nenhuma assistência e finalizou menos que de costume, com 1,2 conclusão por partida, em média. Já na Rússia, em um sistema que dá mais liberdade a Coutinho, também não conseguiu se encontrar. Em dois jogos, somou uma finalização, que ocorreu diante da Suíça, na pequena área -uma chance de gol oferecida por Neymar, mas que ele acabou perdendo- dados do Footstats.

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Sem avançar tanto como em outros momentos, porém, Paulinho não costuma ser a opção de passe preferida dos companheiros. Na estreia contra a Suíça, só o centroavante Jesus pegou menos na bola que ele. Contra Costa Rica, o cenário se repetiu: exceção feita a Willian, sacado no intervalo, e o mesmo Jesus, que por atuar avançado participa menos do jogo, o camisa 15 foi o último passador. Em ambas partidas, ele teve menos da metade dos passes de Coutinho, que atua a seu lado no meio. Os dados são do Instat.

Dono de sete gols na era Tite, Paulinho acabou substituído nas duas partidas. Na primeira, em uma situação pouco comum, saiu para a entrada de Renato Augusto. Já na segunda, deu lugar a Roberto Firmino, o que aumentou o poder de fogo do Brasil. Por enquanto, porém, deve se ressaltar que o treinador não deu sinais de que possa haver qualquer risco de ele perder vaga no time.

Depois da estreia, Paulinho chegou a mencionar o aspecto físico. Sem férias há dois anos, ele tem a situação monitorada pela comissão técnica. "Tem cansaço, a gente foi mais á frente buscar o segundo gol. Todo jogo gera esse cansaço. O professor Tite colocou da minha série de jogos, de quase dois anos [sem férias], mas a preparação física e fisioterapia têm feito um grande trabalho de recuperação para eu estar sempre bem".

 

Fonte: Uol
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