Sábado, 17 de novembro de 2018
(86) 99915-1055
Desk Propaganda
Geral - Operação

Postada em 27/10/2017 ás 11h24 - atualizada em 27/10/2017 ás 12h23

Publicada por: Bruna Dias

Secretário de Saúde de Cocal acusado de fraudar licitações continua foragido
O Gaeco investiga esquema de superfaturamento e fraude em licitações na prefeitura da cidade.
Secretário de Saúde de Cocal acusado de fraudar licitações continua foragido

O atual secretário de Saúde e ex-membro da CPL de Cocal, Jefse Rodrigues Vinute, acusado de fraudar licitações no município, continua foragido. Além dele, dois empresários identificados como Francisco Elânio Moreira de Arruda e Lindomar Sousa Nunes, também estão sendo procurados.

 O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga esquema de superfaturamento e fraude em licitações na prefeitura da cidade.

 Na última terça-feira (24), a Polícia Civil do Piauí deflagrou a 2ª fase da Operação Escamoteamento com a finalidade de dar cumprimento a 06 (seis) mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, expedidos pelo Juiz de Direito da Comarca de Cocal.

 A 2ª Fase da Operação Escamoteamento trata-se de um desdobramento da operação ocorrida em 07 de abril de 2017 para combater crimes de fraude a licitação, crimes contra a Administração Pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro, consumados no município de Cocal, durante os anos de 2013 a 2015.

Três pessoas foram presas nesta 2ª fase. São elas: Raimundo Nonato Ribeiro Franco Primo e John Brendan Oliveira (membros da comissão permanente de licitação da prefeitura de Cocal) e Rodolfo Rodrigo Cardoso e Silva, sobrinho do prefeito de Cocal.

 Entenda como funcionava o esquema

 Em vídeo divulgado pelo G1, a administradora Ana Carolina Portela, presa na primeira fase da Operação, explicou como funcionava o esquema. Ela denunciou que o atual prefeito de Cocal, Rubens Vieira, tinha um acordo com o empresário Carlos Kennedy Araújo, que também está preso.

 Ana Carolina esclareceu como funcionavam os contratos e o esquema para afastar empresas interessadas em participar das licitações. “Quando era obra, o Keneddy ia lá, antes mesmo de ser anunciado o edital o Vinute já mandava mensagem para o Kennedy: ‘Carlim, vai ter isso, isso e isso, vê uma empresa de tua confiança pra gente botar aqui’ (sic). Aí o Kennedy já indicava. Quando ele indicava, a empresa ia, ganhava a licitação e do total do contrato ele já pagava 1%para as outras empresas recuarem. Quando as habilitadas recuavam, a que era para ganhar, ganhava. Com 30, 60 ou 90 dias, começava a faturar”.

 Ela também detalhou como foi feita a escolha de empresas para executar obras e o serviço de limpeza pública da cidade. “Eu estava na casa do Kennedy, no começo de 2013, assim que eles perderam a eleição, e aí o dono da LJ chegou lá com outra pessoa, e o Kennedy disse: ‘olha vou precisar de vocês, porque vai aparecer muita coisa em Cocal, de obra, e eu não vou colocar a Imediato (construtora), porque ela quer serviço exclusivo para limpeza pública. E aí disseram que iam fazer o cadastro. Eles fizeram o cadastro, a partir daí até CRC, o próprio Vinute fazia, ligava para mim ou para o próprio Kennedy, para ir buscar o CRC da empresa ‘tal’ que estava pronto”.

 Na colaboração premiada, Ana Carolina disse ainda que existia um esquema para fraudar o Cadastro do Certificado de Regularização que as empresas precisam ter junto à prefeitura para participação em licitações. “Nas obras, geralmente era preciso visita técnica, era preciso que o engenheiro se deslocasse da empresa para ir até o local da obra fazer a visita e na hora eles dão um atestado de visita técnica. Esse atestado o Vinute já facilitava. O que ele fazia: ‘não vem não, eu faço o atestado e te dou’. Com a visita técnica e o CRC, o Vinute tinha o controle de quais empresas participariam”.

 Os resultados das licitações eram simulados. “Quando tinha três licitações de uma vez o Kennedy fazia praticamente um rodizio. Iam três empresas, participavam as três e ficava um rodizio, cada uma ganhava uma licitação, ou duas ganhava uma e outra ganhava outra”.

 Segundo ela, a prefeitura além de pagar mais caro, ainda pagava duas vezes por uma obra ou serviço pois recebiam o dinheiro, mas o próprio município executava os trabalhos. O prefeito Rubens é acusado de receber a maior parte do dinheiro. “Em torno de 85 a 90% ia para a mão do prefeito. Levei em mãos e entreguei na casa do Rubens”.

R10 no Facebook:
imprimir
Veja também
TV R10

»

Revista ADV

»

Lagoinha do Piauí Por Mysael Santana

Prefeito Dr. Alcione Barbosa inaugura cabine de narração do estádio Abidião

Olho D'água do Piauí Por Jô Mendes

Campeonato olhodaguense de Futebol terá início neste fim de semana

Gilbués-PI Por Henrique Guerra

Rodoviária de Gilbués está abandonada pelo poder público

Pau D'arco Por Ântonia da Costa

Três mil fiéis percorreram 8 horas de caminhada até Pau D'Arco

Alto Longá Por R. Bezerra

Evento Gospel Nascimento de um Sonho reúne Multidão

Mais lidas da semana

»

Municípios
© Copyright 2018 - Portal R10 - Todos os direitos reservados
R10 TV Municípios Colunas Anuncie Fale conosco
Site desenvolvido pela Lenium