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Postada em 26/08/2018 ás 08h47

Publicada por: Redação

Fonte: OAB-PI

I Conferência Estadual da Mulher Advogada em Teresina
O presidente da Ordem, Chico Lucas, parabenizou a iniciativa da CMA.
I Conferência Estadual da Mulher Advogada em Teresina

Revivendo a história de Esperança Garcia como exemplo de luta e força, a I Conferência Estadual da Mulher Advogada teve sua abertura realizada na noite dessa última quinta-feira (23), no Auditório da OAB-PI. A palestra de abertura, ministrada pela conselheira federal e Medalha Rui Barbosa Cléa Carpi da Rocha e a Palestra Magna conduzida pela Ministra do Superior Tribunal Militar (STM) Maria Elisabeth Rocha deram início aos trabalhos da Conferência.

Com o tema “Pluralismo, Política e Advocacia”, o evento tem o objetivo de debater a atuação feminina no mercado de trabalho, repercutindo sobre as questões de gênero na advocacia e sociedade piauiense. De cunho acadêmico, científico e de sensibilização, a Conferência tem à frente a Comissão da Mulher Advogada (CMA) da OAB-PI.

O presidente da Ordem, Chico Lucas, parabenizou a iniciativa da CMA, destacando o papel fundamental da mulher no cenário jurídico do país. “As mulheres que integram a nossa Casa tornam a Instituição mais dinâmica, as Comissões Temáticas presididas pelas mulheres são mais atuantes. A força feminina transformou essa OAB em uma potência tão respeitada na sociedade civil. Quero apenas agradecer e ressaltar que esta mesa, hoje, é uma exceção devido à desigualdade social que infelizmente é a realidade de todas as instituições do nosso país. Que no futuro, essa mesa seja uma realidade”, comentou o presidente Chico Lucas, entregando os trabalhos à presidente da CMA e coordenadora do evento, Eduarda Mourão.

“Nosso maior objetivo é unir a mulher advogada. Trazer para a mesa, para o auditório discussões importantes no fortalecimento da advocacia. Queremos também dar o apoio necessário às mulheres na sociedade. A discussão sobre a violência contra a mulher é um tema permanente e, com certeza, integrará a nossa programação. Nós temos ainda três pilares dentro da nossa Conferência que é o pluralismo, advocacia e política, justamente porque entendemos que nos 30 anos da Constituição Cidadã é importante comemoramos a advocacia, por meio da mulher”, proferiu Eduarda Mourão, presidente da Comissão Nacional e Estadual da Mulher Advogada.

Proferindo palavras de luta, ao relembrar a vida de Esperança Garcia, a vice-governadora do Estado do Piauí, Margarete Coelho, destacou o evento como um momento singular, por seu significado perante o papel da mulher. “Hoje, a advocacia piauiense se encontra e se reúne para debater os anseios da mulher advogada. Queremos tocar nosso próprio tambor e fazer a nossa própria definição. Queremos igualdade e fraternidade. Quero inclusão. Não queremos ser melhor que ninguém, apenas dizemos que somos iguais e, por isso, reivindicamos. E essa luta de reivindicação das mulheres é uma luta que tem ganho cada vez mais destaque.  Ainda precisamos de movimento para garantir lugar à mesa e lugar de fala. É por isso que estamos aqui, para discutir o lugar da mulher advogada”, ressaltou Margarete Coelho.

Sobre a necessidade de mais participação das mulheres em cargos de poder, a Ministra Elisabeth Rocha falou da importância da sensibilidade da sociedade e dos que transitam no poder. “A desigualdade ainda é imensa. Eu componho a Corte mais antiga do Brasil e nenhum presidente teve a sensibilidade de indicar uma mulher. Eu fui indicada praticamente quando a Corte completava 200 anos e isso se reflete em toda a magistratura, nos espaços públicos, onde as mulheres não conseguem alcançar status mais elevados. É preciso que haja uma mudança de mentalidade e de políticas públicas afirmativas para que essas iniquidades históricas e sociais parem de se perpetuar”, disse.

Medalha Rui Barbosa, a conselheira federal Cléa Carpi destacou sobre o Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada. “Estamos desde de janeiro de 2016 com o Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada e um dos itens é a participação da mulher advogada nos órgão de decisão do sistema OAB. Não só das diretorias seccionais e das subsecções, mas nos conselhos, nas Caixas, nas Comissões Temáticas, enfim, em todo o sistema que constitui a OAB. Eu creio que é o momento de atuação da mulher advogada”, finalizou.  

Registrou-se a presença da Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi do Piauí (IEL-PI), Lauriane Costa Martins Coelho.

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