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08/07/2024 12h29 Atualizada há 3 dias
Por: Victoria Régia

Prefeito Corinto Matos participa de seminário sobre Segurança Hídrica na ALEPI

O prefeito de Marcolândia, Dr. Corinto Matos, esteve presente nesta segunda-feira (08) no seminário “Mais Piauí: a Alepi somando com você”,  realizado pela Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), no Plenário Waldemar Macedo. O momento visa debater a segurança hídrica e transposição do Rio São Francisco para beneficiar o Piauí. 

Segundo o gestor, Marcolândia apresenta diariamente a necessidade de ter um abastecimento de água em prol de beneficiar da melhor forma as famílias, e dar ainda mais força para a economia do município.

Foto: Portal R10
Foto: Portal R10

"Marcolândia, como alguns conhecem, fica bem na divisa do Piauí e Pernambuco. É uma cidade de altitude elevada, fica a cerca de 800 metros de altitude, e hoje somos ricos com a energia renovável, a eólica. Nossa cidade também é rica da agricultura, onde a agricultura é a base de tudo, é o cargo chefe da economia, mas as dificuldades que a falta d'água traz a nossa população diariamente faz com que essa economia não ganhe força", diz o prefeito.

 

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Ele ainda ressalta que a população enfrenta altos custos com água, já que o abastecimento é feito por caminhões-pipa, gerando uma despesa de aproximadamente 100 mil reais por mês.

"Não temos um metro de encanamento para ligar de uma casa para a outra. Não existe isso na nossa cidade. Em Marcolândia, todo mundo, para fazer uma construção, a primeira obra tem que ser a cisterna ou o reservatório de água. Tudo isso dificulta e inviabiliza muito a economia. É uma angústia diariamente, a questão da água, do carro pipa, que ocupa uma grande parcela dos recursos próprios do município, pois é um gasto de mais de 100mil reais todo mês, com licitação de pipa, com poço, com tudo o que você imaginar", explica Dr. Corinto.

Durante o seminário, foi recomendado por gestores e representantes municipais que as águas do rio São Francisco cheguem para a atender as residências, com prioridade nas cidades do interior; atender as demandas de produção alimentícia da agricultura familiar com água e estrutura de insumos, energias, equipamentos, sementes e acesso a mercados; abastecimento na zona rural para reabastecer as famílias agricultoras com cisternas de água para beber e perenizar cursos de água dentro das duas bacias dos rios Piauí e Canindé, como riachos e lagoas.

O presidente da Alepi, deputado Franzé Silva, afirma que a transposição do Rio São Francisco no Piauí só será possível com um esforço da classe política, assim como foi em alguns dos estados do país.

"Estamos resgatando este tema, que já foi debatido no Congresso Nacional, através de lideranças como o ex-deputado federal B. Sá, o ex-deputado Jesus (Rodrigues), que também serão convidados para a primeira mesa temática, que trata de resgatar esse projeto inicial, mas que precisa agora de esforço da classe política. Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Bahia e Pernambuco já foram beneficiados com a transposição do Rio São Francisco, mas só conseguiram porque teve um esforço da classe política, da sociedade organizada", disse Franzé.

Franzé Silva acredita ainda na possiblidade real de transformar a estrutura hoje existente no semiárido piauiense. Para ele, é inconcebível que algumas cidades ainda sejam abastecidas com carros-pipas, como é caso de Marcolândia.

"Isso é uma vergonha, não podemos deixar que isso tenha continuidade, por isso o Piauí busca agregar senadores, deputados federais e estaduais, os prefeitos e a sociedade civil num esforço concentrado. Queremos buscar soluções para o abastecimento de água", disse o presidente da Alepi.

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