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Polícia - Operação

Postada em 12/09/2018 ás 12h51 - atualizada em 12/09/2018 ás 15h35

Publicada por: Bruna Dias

Nome de empresário morto era usado para assinar contratos com governo do PI
Os valores repassados à empresa, segundo o TCE, aumentavam em época de eleição.
Nome de empresário morto era usado para assinar contratos com governo do PI

Foto: Divulgação/PRF

A Construtora Crescer Ltda. que funcionava na BR-316 em Timon, usava nome de um empresário morto em 2014 para realizar contratos com prefeituras e órgãos estaduais alvos da operação Itaorna, deflagrada nesta quarta-feira pelo Ministério Público em parceria com o TCU, Gaeco e PRF. 

A ação teve o objetivo de dar cumprimento a mandados de busca e apreensão para coibir a prática de fraudes em licitações. 

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas sedes da Secretaria de Turismo, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Instituto de Desenvolvimento do Piauí - IDEPI, Coordenadorias de Desenvolvimento Social e Lazer, Coordenadoria de Combate à Pobreza Rural. 

As investigações iniciaram por conta da constatação de fraudes com recursos do Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) I e II, repassados pela Caixa Econômica Federal ao governo do estado do Piauí e liberados em forma de empréstimo recentemente.

Foi contatado que, de 2013 até 2018, recursos do tesouro estadual e de 32 municípios piauienses somando R$ 13 milhões foram repassados à Construtora Crescer.

Os valores repassados à empresa, segundo o TCE, aumentavam em época de eleição. Em 2014 foram repassados à Construtora Crescer R$ 3,3 milhões, em 2015 - R$ 728 mil, em 2016 - R$ 1,6 milhão e em 2017 - R$ 752 mil.

“Os contratos envolvem o repasse de grandes quantias, e o fato de que a empresa não tem condição técnica de realizar o serviço se constitui como um forte indício de que existe um esquema para desvio de recursos públicos”, explicou Fernando Santos. 

“Muitos elementos demonstraram que a construtora se trata de uma empresa sem capacidade operacional, ‘de fachada’. No endereço de sua suposta sede, não foram verificados indícios de execução de qualquer trabalho. Parece uma construção abandonada, com acúmulo de lixo na calçada”, relatou Inaldo Oliveira, auditor do TCE.

Em nota, o Governo do Piauí comunicou que "sempre cumpriu com todas as diligências requisitadas, sempre entregou os documentos requeridos pelos órgãos de controle e colaborou com todas as investigações".

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