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Polícia Violência
27/09/2018 09h34 Atualizada há 3 anos
Por: Bruna Sampaio

Travesti é espancada no Piauí e suspeita é de motivação política

Uma travesti identificada como Netinha Matias, de 40 anos de idade, foi brutalmente espancada no rosto, no município de Sigefredo Pachêco. A suspeita é de que o crime tenha sido praticado por motivação política. 

A vítima se posiciona nas redes sociais contra o candidato Jair Bolsonaro e manifesta apoio ao presidenciável Fernando Haddad. Dois suspeitos foram conduzidos para a delegacia de Campo Maior após o ocorrido. 

Netinha Matias (Foto: reprodução/facebook)
Netinha Matias (Foto: reprodução/facebook)

Em depoimento à polícia, a vítima relatou que só sobreviveu porque foi socorrida por um vizinho. Ela também negou ter relacionamento afetivo com os suspeitos. 

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Foto: reprodução

Em nota, Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTRANS) repudiou o crime. Veja na íntegra:

O Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis – GPTRANS é uma entidade representativa das pessoas Transexuais e Travestis do Estado do Piauí, que atua na luta pelos Direitos Humanos, pela Inclusão Social, pela Educação de mudanças de comportamento frente ao uso de drogas, infecção pelo vírus HIV/AIDS/Hepatites Virais e pela Promoção da Equidade em Saúde, com assento no Conselho Municipal de Direitos LGBT de Teresina – SEMTCAS, no Conselho Estadual de Saúde do Piauí, Conselho Estadual de Direitos da População LGBT.

Vimos por meio desta externar nosso repúdio ao espancamento da companheira de luta Netinha Matias, da cidade de Sigefredo Pacheco - PI, que foi brutalmente espancada por dois agressos fascistas, que não concordam com o fato da mesma não votar e fazer campanha contrária ao candidato a Presidência da República Jair Messias Bolsonaro, é com muita indignação que recebemos tal notícia, entendemos que eleição é um processo democrático e que faz parte da nossa Constituição Federal que rege o país, porém não é cabível tal violação de direito para defender candidatos. Agressão física é um ato hediondo e tem que ser enfrentada de forma veemente, nada justifica termos nossa integridade física violada por não votar ou votar em candidatos A ou B.

O GPTRANS se solidariza com nossa companheira, com o compromisso de cobrar apuração dos fatos pelos orgãos públicos competentes e que os agressores, sejam presos e punidos na forma da lei.

Emanuelly Almeida

Coordenadora do Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis - GPTRANS.

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