Em 2014, durante a corrida presidencial, os então candidatos Dilma Roussef (PT), e Aécio Neves (PSDB), mobilizaram um batalhão de artistas em suas campanhas eleitorais.
Esse ano no entanto, a três dias do primeiro turno, as celebridades parecem receosas de embarcar na campanha presidencial e têm mantido as declarações de apoio limitadas a posts nas redes sociais.
O candidato líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PSL), é de longe o que mais mobiliza a classe artística -mais contra sua campanha do que a favor. Nas redes sociais, a hashtag “EleNão”, invadiu os perfis de artistas nacionais e internacionais, como por exemplo, as atrizes Deborah Secco e Camila Pitanga, as cantoras Madonna e Lauren Jauregui (do grupo Fifth Harmony).
Já os adeptos do capitão incluem o vocalista do Ultraje a Rigor, Roger Moreira, que chegou a visitar o candidato no hospital após o atentado a faca sofrido em ato de campanha em Juiz de Fora (MG). A dupla Pepê e Neném e Zilu Camargo, ex-mulher de Zezé de Camargo, também afirmaram seu apoio a Bolsonaro.
Em segundo nas pesquisas, Fernando Haddad (PT) conta com o apoio de Chico Buarque, Clarice Falcão e Maria Ribeiro, entre outros. Marina Silva (Rede) tem atores consagrados na lista de apoiadores, como Marco Nanini e Marcos Palmeiras.
Já Ciro Gomes (PDT) manteve o apoio da ex-mulher, a atriz Patricia Pillar, além de Caetano Veloso e Emílio Dantas.
Novato na disputa, Guilherme Boulos (PSOL) angariou apoio de artistas engajados, como os atores Wagner Moura e Sônia Braga. Outro novato, João Amoêdo (Novo) tem o voto da atriz Alessandra Maestrini e Thiago Glagliasso, irmão de Bruno Gagliasso.