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Piauí - Operação

Postada em 18/10/2018 ás 07h59 - atualizada em 18/10/2018 ás 15h28

Publicada por: Bruna Sampaio

Polícia cumpre mandado em casa de prefeito do Piauí
A ação é um desdobramento da operação Escamoteamento ocorrida em abril de 2017.
Polícia cumpre mandado em casa de prefeito do Piauí

Foto: Divulgação

Policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Rodoviária Federal estão cumprindo mandado na casa do prefeito de Cocal, Rubens Vieira. 

A polícia deflagrou nesta quinta-feira (18), mais uma fase da operação Escamotemaneto, um desdobramento da operação ocorrida em 07 de abril de 2017 para combater crimes de fraude a licitação, crimes contra a Administração Pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro no município, durante os anos de 2013 a 2015. 

Segundo o MPPI, no referido período, a Prefeitura de Cocal efetivou inúmeras contratações de empresas sediadas no Estado do Ceará, com a transferência de vultosos valores, para a execução de obras no município. Contudo, as construções e reformas eram de péssima qualidade.

De acordo com o apurado durante a investigação, as empresas contratadas não tinham capacidade operacional para prestar os serviços indicados. Além disso, foram encontradas diversas semelhanças e afinidades entre os contratados, o que indica a existência de um verdadeiro cartel, cujo objetivo era subtrair recursos públicos através de licitações fraudulentas, inclusive simuladas.

Alguns dos sócios dessas empresas já haviam sido presos por práticas semelhantes durante a Operação Província II, conduzida pelo Ministério Público do Ceará e pela Polícia Federal em 2011.

A participação de servidores da Prefeitura Municipal de Cocal, a exemplo do pregoeiro e do Presidente da Comissão de Licitação à época. A participação destes servidores era indispensável para o êxito da trama criminosa do cartel, pois facilitavam a simulação de concorrências públicas dando aparência de legalidade às licitações, nas quais as empresas beneficiadas saíam sempre como vencedoras.

Algumas das contratadas, logo após receberem os depósitos dos recursos públicos oriundos do município, realizavam transferências bancárias para inúmeras pessoas residentes em Cocal. Tais agentes foram identificados na investigação, e todas eles estavam, de uma forma ou de outra, vinculadas à Administração Pública Municipal.

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