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Polícia - Crime

Postada em 25/10/2018 ás 16h00 - atualizada em 25/10/2018 ás 16h06

Publicada por: Gustavo Miranda

Evangélico morre após ser espancado por eleitores de Haddad
Família cobra investigações da morte de comerciante eleitor de Bolsonaro.
Evangélico morre após ser espancado por eleitores de Haddad

Foto: Reprodução

Um Homem identificado como Valdeir Mendes Cirino, morreu após ser espancado no dia 11 de outubro em Fortaleza. O corpo foi sepultado no último domingo (22), em Pacatuba e família  e amigos cobraram investigação sobre a morte do vendedor.

De acordo com a esposa, que está grávida de três meses, Valdenir saiu de casa naquela quinta-feira para aproveitar algumas promoções, pois vendia livros na Praça dos Leões. Quando voltou para casa estava com vários hematomas. Ele relatou que voltava da Praça dos Leões a pé quando foi abordado, na avenida 13 de maio, por grupo que fazia panfletagem do candidato Fernando Haddad (PT).

Ele recusou o material de campanha. Conforme relato dele à esposa, Valdenir disse aos que panfletavam que votaria no candidato Jair Bolsonaro (PSL). Conforme a mulher conta ter ouvido dele, houve discussão, o grupo entrou em luta corporal e o vendedor foi ferido.

Ela relatou que levou o marido, no mesmo dia, para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bom Jardim e que foi orientada a levá-lo ao Hospital de Messejana.

Com dores, ele foi várias vezes à UPA e ao hospital. Ia, era atendido, liberado e voltava quando sentia dores novamente. Valdenir passou por exames de raio-X, eletrocardiograma, hemograma. Mas seguia sentindo dores no tórax. O POVO Online esteve na residência da vítima e os vizinhos que o socorriam junto à esposa - já que a família não tem carro - ressaltaram que, desde o espancamento, o vendedor estava sofrendo com dores.

De acordo com uma vizinha que ajudou no socorro, o nariz de Valdenir tinha constante sangramento. No vômito também havia sangue.

No sábado, 20, Valdenir foi novamente à UPA, mas chegou morto à unidade. A esposa diz que foi informada pelos profissionais que o marido sofreu parada cardiorespiratória. O laudo cadavérico, que ainda não saiu, deve indicar a causa da morte.

Conforme a mulher, Valdenir chegou a pedir perdão a ela pela discussão. "Eu estou grávida e ele ficou preocupado". As filhas do vendedor têm seis, 15 e 19 anos de idade. A renda da família vinha do trabalho dele como vendedor de livros. A companheira trabalha em casa, fazendo costuras. 

A vítima 

Conforme uma vizinha de Valdenir, ele veio do Interior e possuía bom convívio com os moradores. Ela diz que ele não tinha desavenças e que todos ficaram assustados com o caso.

O clima na rua da família é de medo, devido à possibilidade da motivação política para o crime. "Aqui a gente não diz em quem vota. E também tem as facções", cita um morador.

Valdenir frequentava a Igreja Universal do Reino de Deus e, conforme a esposa, era contra o que ela chama de "ideologia de gênero". Segundo ela, isso não é permitido na igreja. 

Investigação 

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) diz que a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a morte de Valdenir. Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na 34º Distrito Policial, no Centro, no sábado, 20.

Conforme a SSPDS, os cidadãos podem contribuir na elucidação do caso fornecendo informações pelo número 181 e para o (85) 3257 4807, do DHPP, ou ainda para o número (85) 99111 7498, que é o WhatsApp do Departamento. A secretaria garante o sigilo. 

A companheira da vítima disse que os policiais civis buscam testemunhas e imagens das câmeras de segurança que identifiquem os autores do crime. Ela disse esperar que a Polícia chegue aos autores do crime para que eles sejam responsabilizados. "Mataram meu marido e ele disse que foram muitos que bateram", relata.

Fake news 

A esposa relatou que muitas notícias falsas têm se espalhado em relação ao caso. No Facebook, há informação de que o espancamento teria acontecido na Praça do Ferreira, durante evento de campanha de Fernando Haddad, que aconteceu sábado, 20. No entanto, ela reafirmou que o espancamento aconteceu no dia 11, na avenida 13 de maio.

Ela também afirma que não é Valdenir que aparece em uma fotografia que circula nas redes sociais. Na imagem, um homem usando uma camisa de Bolsonaro está caído no chão com o rosto ensanguentado.

Fonte: O Povo Online

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