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Política - Governo de Bolsonaro

Postada em 31/10/2018 ás 16h49

Publicada por: Bruna Sampaio

Ministros do Meio Ambiente e Agricultura criticam fusão de ministérios
A fusão foi anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.
Ministros do Meio Ambiente e Agricultura criticam fusão de ministérios

Ministros Blairo Maggi e Edson Duarte Foto: Agência O Globo

Os ministro do Meio Ambiente e da Agricultura criticaram nesta quarta-feira a fusão dos ministérios anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Edson Duarte, do Meio Ambiente, divulgou uma nota afirmando que vê com "surpresa e preocupação" o anúncio e que junção traria danos para as duas áreas". Blairo Maggi, que comanda a Agricultura, lamentou a decisão e disse que a fusão trará prejuízos ao agronegócio brasileiro, muito cobrado pelos países da Europa pela preservação do meio ambiente.

— Como um ministro da Agricultura vai opinar sobre um campo de petróleo ou exploração de minérios? — questionou nesta quarta-feira, acrescentando que as áreas de cada pasta são complexas e específicas.

Blairo Maggi destacou que, ao longo dos últimos dois anos e meio, viajou pelo mundo divulgando a sustentabilidade do agronegócio brasileiro. Cobrava preferência pelos produtos do Brasil, por causa dos custos dos produtores em manter reservas ambientais em suas propriedades.

Na nota divulgada à imprensa, Duarte afirmou que a união das pastas tende a "fragilizar a autoridade representada pelo Ministério do Meio Ambiente, no momento em que a preocupação com a crise climática se intensifica", o que seria "temerário", de acordo com o ministro.

"O novo ministério que surgiria com a fusão do MMA e do MAPA teria dificuldades operacionais que poderiam resultar em danos para as duas agendas. A economia nacional sofreria, especialmente o agronegócio, diante de uma possível retaliação comercial por parte dos países importadores", escreveu Edson Duarte.

Com dados da Embrapa Territorial, o ministro da Agricultura ressaltou que 66% do território brasileiro se mantém preservado, graças à ação dos produtores brasileiros. Esse discurso, segundo Maggi, pode ser prejudicado com a fusão das duas pastas.

Outro argumento apontado pelo ministro é com relação às agendas dos dois ministérios. Ele entende que as duas pastas são convergentes em alguns pontos, mas no geral possuem temas próprios que necessitam de atenção.

— Existem muitos fóruns importantes nos quais o Brasil deve marcar sua posição, mas não será possível para um ministro participar de todos sozinho — disse.

Bolsonaro havia prometido a fusão dos dois ministérios durante a campanha. Na semana passada, após visita ao então candidato à Presidência, o presidente da União Democrática Ruralista, Luiz Antonio Nabhan Garcia, principal consultor de Bolsonaro para agronegócio, informou que a proposta poderia ser revista. Na terça-feira, contudo, a junção foi confirmada pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado como ministro da Casa Civil.

Fonte: Jornal Extra

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