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Piauí - Laço Branco

Postada em 08/12/2018 ás 08h28

Publicada por: Gustavo Miranda

Defensoria do Piauí adere campanha de violência contra mulher
O objetivo é sensibilizar, envolver e mobilizar os homens.
Defensoria do Piauí adere campanha de violência contra mulher

Foto: Divulgação(Camilla Abreu, Iarla Lima e Aretha Dantas, vítimas de violência contra mulher em Teresina).

Como em todos os anos, a Defensoria Pública do Estado do Piauí, adere à Campanha do Laço Branco, que é voltada para o público masculino e trata sobre o combate à violência doméstica contra as mulheres. A Campanha  tem como objetivo sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Suas atividades acontecem em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais, que buscam promover a equidade de gênero, através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos.

Na DPE-PI, o Núcleo Especializado de Defesa da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, que tem como titulares os defensores públicos Lia Medeiros do Carmo Ivo, que é a coordenadora;  Verônica Acioly de Vasconcelos e Armano Carvalho Barbosa, vem trabalhando a temática por meio de ações pontuais junto às assistidas que buscam a Instituição. O Núcleo também desenvolve matéria informativa, que destaca a necessidade de ações voltadas para difundir uma cultura de paz realizando mobilizações internas e externas, promovendo discussões para a sensibilização do público masculino dentro e fora da Instituição.

A Campanha do Laço Branco, evidenciada sempre no dia 6 de dezembro, Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher, surgiu a partir de um evento violento, no qual um estudante de engenharia em Montreal, no Canadá, inconformado por dividir o espaço acadêmico com mulheres, assassinou 14 colegas em sala de aula, tirando depois a própria vida. A partir desse caso, os colegas sobreviventes poupados por serem homens, sentiram na necessidade de se mostrarem contrários a atitude, defendendo publicamente o engajamento masculino na luta pelo fim da violência contra as mulheres.

“É importante lembrar que é uma luta de todos, tendo em vista que a violência contra a mulher ataca principalmente e diretamente as mulheres, mas traz consequências para a vida de todas as pessoas. É importante que os homens também demonstrem esse interesse, não apenas não sendo violentos, mas que se posicionem contra a violência que atinge todas as mulheres. É um momento de reflexão para que os homens possam enxergar atitudes diárias consideradas inofensivas, como piadas, comportamentos, julgamentos, que apesar de disfarçados de brincadeira trazem uma carga de machismo, sexismo, misoginia, que devem ser  combatidos dentro da sociedade. É importante que os homens  também se coloquem como agentes na transformação dessa realidade machista em que vivemos. Que ocupem esse espaço de defesa das mulheres em situação de violência e que lembrem que é uma luta não só das mulheres, mas também de todos os homens”, diz a coordenadora do Núcleo da Mulher da DPE-PI, Lia Medeiros.

O defensor público criminal Roberto Freitas Filho asseverou “a necessidade de conscientização permanente da sociedade acerca da rejeição imediata e permanente de toda e qualquer agressão às mulheres. Causa-nos estranheza o número crescente desses casos de violência, uma vez que, na minha juventude, havia um consenso social de que homem que batia em mulher era um covarde. A censura social era ampla e imediata, havia a imensa repugnância social ao ato e ao agente. Há que se recuperar essa consciência comum da inadmissibilidade da violência contra a mulher. Os procedimentos passam pela restauração do paradigma e pela proteção imediata e efetiva em todos os casos. Por três vezes utilizamos a palavra “imediata” nesse texto, para asseverar a urgência real em todos os procedimentos de atenção”, afirma o defensor.

“O engajamento dos homens na luta pelo fim da violência contra a mulher é de crucial importância. Vivemos num país em que infelizmente a violência sexista atinge números  superlativos. Para acabar com esse triste cenário, a cultura de igualdade de gênero deve ser o fim buscado por todos nós, especialmente pelos homens, que devem lutar para que as mulheres recebam o mesmo tratamento. Nesse aspecto, cada homem deve engajar-se nesse projeto de luta contra a violência contra as mulheres, criando um ambiente fértil para o surgimento de meios adequados à garantia de uma vida digna a cada mulher. Daí a importância de o homem acreditar em princípios de justiça social, bem como repassar ensinamentos aos filhos sobre igualdade entre os gêneros e direitos humanos, criando meios para o desenvolvimento de uma cultura anti-sexista”, ressalta o diretor das Defensorias Regionais, Gerson Henrique Silva Sousa.

“Campanhas como a do Laço Branco são importantíssimas para o debate e a conscientização da sociedade sobre a inaceitável violência contra as mulheres. Vivemos, ainda, em uma sociedade com muitos ranços do machismo, mas que vem sendo combatidos em todas as frentes seja na forma repressiva ou preventiva. Ampliar cada vez mais a discussão do enfrentamento da violência doméstica é um dos meios para garantir a igualdade entre os gêneros”, reforça o subdefensor público geral, Erisvaldo Marques dos Reis.

A defensora pública geral, Francisca Hildeth Leal Evangelista Nunes, destaca que a seriedade do tema impõe um posicionamento pontual.”A Defensoria Pública do Estado do Piauí, como Instituição voltada para a garantia de direitos, não pode fugir à sua história e está engajada no combate a violência em todos os níveis. Conscientizar se faz necessário para que cada vez mais essa violência não assombre e atinja tantas  mulheres. É necessário debater e combater a violência contra a mulher em todos os lugares, nos círculos de convivência, no ambiente profissional e familiar, nas rodas de amigos. Homens e mulheres devem se posicionar, pois essa é uma luta de todos”, afirma.

Fonte: Cccom

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