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10/12/2018 09h22 Atualizada há 2 anos
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Com gols na prorrogação, River vence Boca e conquista a Libertadores

Santiago Bernabéu serviu de palco para a decisão, que teve virada e tempo extra.

Foto: Javier Soriano / AFP
Foto: Javier Soriano / AFP

Duas semanas depois de protagonizarem um fiasco com repercussão mundial, e desta vez bem longe de Buenos Aires, os rivais argentinos finalmente se enfrentaram. Em Madri, na Espanha - como determinou a Conmebol -, o River Plate venceu seu rival Boca Juniors  por 3 a 1 na prorrogação, com gols de Quintero e Pity Martínez, e conquistou sua quarta taça continental. No tempo normal, empate em 1 a 1, com gols de Benedetto e Pratto.

Desta vez, o ônibus do Boca Juniors chegou sem sobressaltos ao estádio. Bem diferente daquele 24 de novembro, quando torcedores do River Plate arremessaram pedras e garrafas contra a delegação rival e adiaram o jogo. Também pudera, ninguém se arriscaria a enfrentar a verdadeira operação de guerra montada pelo governo espanhol ao redor do Santiago Bernabéu.

Ao todo, foram 4 mil policiais (sendo mais da metade deles enviada da Argentina), espalhados em viaturas, tanques, helicópteros ou guiando cães farejadores pelas ruas. Outros agentes estavam posicionados com escudos e coletes à prova de balas entre os jogadores, no corredor de acesso ao gramado. Para os europeus, o cenário pode ter assustado, pois se tratava apenas de uma partida de futebol. Acontece que para nós, sul-americanos, tratava-se de um dos maiores clássicos, valendo a taça mais importante do continente. E lá estavam nossos representantes, como animais enjaulados em um circo, sendo expostos aos "civilizados europeus".

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Para assistir a esta exótica final de Libertadores, atletas que já foram exportados há mais tempo para Europa compareceram para matar a saudade do futebol tipicamente argentino: Messi, do Barcelona e Dybala, da Juventus, por exemplo. O francês Griezmann, do Atlético de Madrid, vestindo camisa do Boca, também se fez presente em um dos camarotes para acompanhar o jogo.

Dentro de campo, um duelo completamente diferente do que o torcedor do Real Madrid se acostumou a ver: cheio de ligações diretas, disputado fisicamente e nervoso. Tanto que, aos nove, o placar quase foi aberto em favor do Boca quando o zagueiro Maidana tentou cortar cruzamento da direita e, de canela, por pouco não marcou contra. Os lances começavam a ficar violentos. Mais do que ganhar, ninguém queria perder. A bola parada ditava as chances de gol. Aos 29, após cobrança de falta que bateu na barreira, o capitão do Boca, Pablo Pérez, dominou sozinho dentro da área, mas viu seu chute desviar e sair para fora. Apesar de ter a posse, o River não conseguia transpor a marcação rival. Assim, levou um contra-ataque mortal aos 44 minutos. Lançado, o carrasco palmeirense Benedetto limpou a marcação e tocou na saída do goleiro Armani: 1 a 0, para a loucura dos torcedores do Boca presentes na capital espanhola.

O River voltou sedento após o intervalo. É verdade, se sobressaía muito mais na base da imposição física do que da técnica. Em um destes lances, o goleiro Andrada ficou caído na área após choque de cabeça. Mas, quando tocou a bola, chegou ao gol de empate de maneira espetacular. Aos 22, Lucas Pratto apenas concluiu para o fundo das redes uma troca envolvente de passes que deixou a defesa rival paralisada: 1 a 1. O Boca poderia ter matado a partida ainda nos 90 minutos, se Olaza não tivesse carimbado a barreira do River em cobrança de dois toques dentro da área.

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Com a expulsão do volante Barrios logo no primeiro minuto de prorrogação, o Boca recuou e, aos poucos, viu o arquirrival tomar conta da partida. Após longa pressão, e com um jogador a mais, o River chegou ao gol do título com Quintero, acertando um belo chute no ângulo de Andrada: 2 a 1. Nem a entrada do experiente Tévez mudou o rumo da final mais inusitada da história da Libertadores. Pelo contrário, completamente exposto, o Boca ainda sofreu o terceiro gol em arrancada de Pity Martínez.

Fonte: Zero Hora
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