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Política Lava Jato
14/12/2018 11h03
Por: Bruna Sampaio

MPF denuncia dez deputados do RJ e Cabral por esquema de propina

Sérgio Cabral (Foto: reprodução)
Sérgio Cabral (Foto: reprodução)

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou, nesta sexta-feira (14), dez deputados estaduais do Rio de Janeiro, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e outras 18 pessoas envolvidas na Operação "Furna da Onça", desdobramento da Lava Jato. 

O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) ainda precisa avaliar os argumentos da Procuradoria. Em 8 de novembro, deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) foram presos por ligação com um esquema de pagamento de propinas --todos permanecem detidos, com exceção de Marcelo Simão (PP). Os valores envolvidos chegam a R$ 54 milhões.

Entre os deputados denunciados estão:

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André Correa (DEM) ; Edson Albertassi (MDB) ; Chiquinho da Mangueira (PSC) ; Coronel Jairo (SD) ; Jorge Picciani (MDB) ; Luiz Martins (PDT) ; Marcelo Simão (PP) ; Marcos Abrahão (Avante) ; Marcus Vinicius "Neskau" (PTB) ; Paulo Melo (MDB).

Os 29 denunciados são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em esquemas envolvendo nomeações e pagamentos de propinas a deputados. A contrapartida seria o apoio aos governos de Cabral (2007-2014) e de seu sucessor, Luiz Fernando Pezão (MDB), que foi preso a um mês do final de seu mandato.

Na ocasião da operação, os deputados alvos de prisão rechaçaram as acusações. Além dos deputados e do ex-governador, também foram denunciados ex-secretários de estado, assessores na Alerj e membros do Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro). 

Picciani e Melo, que foram presidentes da Assembleia, seriam líderes do esquema juntamente com Cabral, segundo as investigações. Melo, inclusive, estaria tentando prejudicar as investigações mesmo de dentro da prisão, de acordo com o desembargador Abel Gomes, do TRF-2. 

Foi a Operação Furna da Onça que levou à descoberta de uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta em nome de um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Os valores teriam sido movimentados entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Os dados constam em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e foi anexado pelo MPF à investigação que deu origem à Furna da Onça. Flávio não é alvo da denúncia feita nesta sexta.

Fonte: UOL
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