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Piauí - Nota

Postada em 31/12/2018 ás 09h07 - atualizada em 31/12/2018 ás 11h07

Publicada por: Bruna Sampaio

Agespisa contesta rescisão de contrato com prefeitura do PI
A empresa destacou que a quebra de contrato é ilegal e abusiva.
Agespisa contesta rescisão de contrato com prefeitura do PI

Foto: Reprodução/Jornal da Parnaíba

A AGESPISA esclareceu por meio de nota, que a decisão da Prefeitura Municipal de Parnaíba em rescindir o Contrato de Programa que mantém com a empresa, por meio de decreto municipal datado do último dia 29, é ilegal e abusiva.

"O Contrato de Programa, firmado entre a empresa Águas e Esgotos do Piauí e Prefeitura, foi celebrado conforme Lei Municipal nº 2.661/11 e "apresenta-se tecnicamente válido no grau de ato jurídico perfeito", segundo decisão do juiz dr. Carlos Eugênio Macedo de Santiago, em decisão de 11 de setembro de 2017", diz a nota da empresa. 

A distribuidora disse ainda que "essa não foi a primeira iniciativa da Prefeitura de Parnaíba em retomar os serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, administrados pela Agespisa. Desde que assumiu, a gestão atual, vem, a todo custo, tentando retirar o serviço do governo do Estado. No final de 2017, a prefeitura encaminhou diversos ofícios, para a Agespisa, solicitando a apresentação, com urgência, de documentos variados, cuja solicitação foi prontamente atendida".

A empresa destacou que "tem cumprido com sua missão e com as obrigações estabelecidas no contrato, e a forma como a prefeitura vem conduzindo o assunto prova que há um interesse particular em tomar o serviço da concessionária, que não pode ser admitido, especialmente, em razão da complexidade do serviço e do sistema de abastecimento do município, que atende a uma região e não somente Parnaiba, e, sobretudo, pelo risco relacionado a perda dos investimentos contratados e repassados por meio dos financiamentos feitos pelo Governo do Estado do Piauí. Os investimentos foram e estão sendo aplicados na ampliação e melhorias do sistema de tratamento e distribuição de água e do sistema de esgotamento sanitário, mais especificamente, nos serviços de coleta, transporte e tratamento de esgotos".

A Agespisa esclarece ainda que o sistema de abastecimento de água de Parnaíba está interligado aos municípios de Luis Correia, Cajueiro da Praia e Ilha Grande que não possuem qualquer vínculo contratual com o município de Parnaíba. "Como ficará, então, a situação dos consumidores dessas referidas cidades? E os consumidores da cidade de Parnaiba?", questiona a distribuidora. 

"Cabe, ainda, frisar que o ato da prefeitura é ilegal, também, porque a Agência Reguladora com autorização legal e contratual para regular os serviços de saneamento no município é a AGRESPI. A diretoria da Agespisa já está tomando todas as providências cabíveis para recorrer dessa decisão a fim de assegurar a manutenção e regularidade dos serviços que são essenciais à população", finalizou.

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