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02/01/2019 11h04 Atualizada há 2 anos
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Moro diz que Brasil não será 'porto seguro' para criminosos

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, disse nesta quarta-feira (2) que o Brasil não será "porto seguro" para criminosos. Ele afirmou, ainda, que o Brasil não negará cooperação em investigações por "motivos político-partidários".

Moro discursou na cerimônia de transmissão de cargo no salão negro do Palácio da Justiça, em Brasília. Participaram da solenidade os ex-ministros Raul Jungmann (Segurança Pública), Torquato Jardim (Justiça), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia. Também estava presente o futuro comandante do Exército, Edson Leal Pujol.

Para Moro, o desvio de recursos públicos atinge os "mais vulneráveis". O ministro afirmou, ainda, que a corrupção não deve ser combatida apenas com investigações e condenações criminais. Ele defendeu políticas gerais que diminuam incentivos e oportunidades de praticar o crime.

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Moro disse que pretende atuar em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na implementação de melhores políticas penitenciárias e de segurança pública.

À frente do Conselho, o ministro e presidente do STF, Dias Toffoli, tem atuado para fortalecer o cumprimento de penas alternativas à prisão, como uma forma de reduzir a massa carcerária no país. O Brasil tem hoje 726 mil presos.

"Quero dizer desde logo que o MJ e da segurança pública pretende ser um parceiro dessas inciativas do CNJ. Esperamos aqui manter uma relação de cooperação para a construção de um duro melhor nessa área", disse.

A equipe de Sérgio Moro:

Luiz Pontel, secretário-executivo do MJ;

Maurício Valeixo, diretor-geral da Polícia Federal;

Rosalvo Ferreira, Secretário de Operações Policiais Integradas;

Fabiano Bordignon, diretor do Departamento Penitenciário Nacional;

Roberto Leonel, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf);

Luiz Roberto Beggiora, Secretário Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad);

General Guilherme Theophilo, Secretário Nacional de Segurança Pública;

Adriano Marcos Furtado, diretor da PRF;

Luciano Timm, Secretário Nacional do Consumidor;

Maria Hilda Marsiaj, Secretária Nacional de Justiça

Fonte: G1
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