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Política - ESPECIAL

Postada em 15/01/2019 ás 12h23 - atualizada em 28/01/2019 ás 22h15

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Terrivelmente Damares Alves
Conheça a história da ministra. Alguém que chamou atenção pela capacidade de criar polêmicas
Terrivelmente Damares Alves

Damares Alves e Jair Bolsonaro - Arquivo pessoal

Damares Alves: conheça a história da ministra que se envolveu em polêmicas e comanda o Ministério da Mulher Família e Direitos Humanos

Nas duas primeiras semanas de governo de Jair Bolsonaro, teve alguém que chamou muito a atenção pela capacidade de criar polêmicas: Damares Alves, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Anunciada como ministra da pasta Mulher, Família e Direitos Humanos, no governo de Jair Bolsonaro, Damares Alves, que tem 54 anos e cresceu no Sergipe, é um nome conhecido entre os cristãos evangélicos. Mas, o que motivou o presidente eleito a nomeá-la?

Atuando como advogada, pastora, assessora parlamentar e educadora, Damares possui extenso histórico de luta em várias esferas sociais, todas elas englobando a defesa da vida e da família.

MÃE

Como mãe, papel que considera o mais importante de sua vida, Damares adotou uma menina indígena. Impossibilitada de gerar um filho por causa de um abuso sexual sofrido ainda na infância, ela optou pela adoção. Atualmente, sua filha tem 19 anos e, assim como a mãe, se dedica às minorias, sobretudo às causas indígenas.

ASSESSORA PARLAMENTAR

Damares também tem ampla experiência no mundo político, principalmente como assessora parlamentar, cargo que desempenha há mais de 20 anos. De 2014 a 2018, ela esteve no gabinete do senador Magno Malta, onde desempenhou papel fundamental na CPI dos Maus-tratos. Antes de Malta, ela assessorou o deputado federal Arolde de Oliveira, nos anos de 2013 e 2014. Agora eleito senador, Arolde aprovou a nomeação da ex-funcionária.

– Ela é uma excelente profissional. Uma mulher comprometida com as causas das mulheres, dos indígenas, da vida e da família. É extremamente dedicada e ativa, um ótimo nome.

LÍDER DE CAUSAS SOCIAIS

Ainda aos 13 anos, Damares começou a realizar ações de combate à fome e à sede de crianças do sertão da Bahia. Na década de 80 ela se envolveu na luta contra o aborto e na recuperação de viciados em drogas. Já a partir da década de 90, Damares percebeu a necessidade de atuar juridicamente na defesa da preservação dos valores familiares e conservadores.

Além disso, a futura ministra faz parte de movimentos de combate à violência sexual de crianças e adolescentes, dentre eles o Programa Infância Protegida e o Projeto Proteger.

Outra esfera de atuação é a da adoção, com o Projeto Adota Brasil. Nele, Damares busca melhorar e agilizar os processos de adoção no Brasil.

Ela também é líder do Movimento Nacional Brasil sem Drogas, que atua prevenindo o consumo e a liberação das drogas no país. Na mesma linha, Damares ajudou a fundar o Movimento Brasil sem Azar, que quer impedir a legalização dos jogos de azar.

No Brasil, Damares é representante da ONG internacional Atini – Voz Pela Vida, que cuida dos direitos das crianças indígenas.

Seu mais recente trabalho social trata da prevenção e conscientização sobre automutilação e suicídio de crianças e jovens.

PASTORA

Como pastora, Damares Alves pertence à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG). Sua indicação foi considerada uma vitória para os cristãos evangélicos.

ADVOGADA

A experiência de Damares na esfera jurídica está ligada a todas as suas lutas e atuações, principalmente na política. Inclusive, a jurista usa seu conhecimento para advogar voluntariamente para mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica.

Ela também faz parte da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). A entidade emitiu nota parabenizando a pastora e desejando sucesso em seu novo cargo.Assessora juridicamente a elaboração de peças legislativas, além de acompanhar debates, sessões, votações e audiências públicas sobre temas ligados à família.

EDUCADORA

A pastora e futura ministra também dedica a vida à educação. Ela viaja o país dando palestras, participando de seminários e congressos. Damares acompanha de perto todas as questões ligadas ao ensino nas escolas e é uma das principais defensoras do Escola Sem Partido. Ela também luta pelo fim da ideologia de gênero nas escolas.

AS RECENTES POLÊMICAS DE DAMARES

A ministra já se envolveu em outras polêmicas nos dez dias de gestão desde que assumiu o cargo, em 1º de janeiro. Em um vídeo gravado após a posse, Damares disse que "menino veste azul e menina veste rosa". Ela justificou que queria fazer uma metáfora contra a ideologia de gênero. Já em uma outra declaração, disse que o Estado é laico, mas a ministra é "terrivelmente cristã".

IMPRESSÃO DO JORNALISTA

Como já fizemos anteriormente, aqui neste Portal R10, em 07 de dezembro de 2018 quando foi indicada para o cargo, no texto “Damares Alves, comandará o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos” ratificamos a afirmação de que parte da imprensa tenta reduzir Damares à condição de “assessora de Magno Malta”, e “pastora”, pinçando frases dela para pintar um retrato que não condiz com seu histórico de décadas de lutas dentro do Congresso Nacional.

Alguns parlamentares chegaram a dizer que Bolsonaro não deveria escolhê-la, preterindo alguém com mandato eletivo.

O que podemos afirmar é que a Dra. Damares é uma guerreira. Uma mulher que lutou por seus direitos, que com muita dificuldade superou os traumas, cursou Pedagogia e Direito e fez da sua vida um motivo de lutas pela vida de outras crianças e famílias.

Essa oportunidade de ser Ministra dará a chance de calar a boca de muita gente da imprensa e tenho certeza que fará um excelente trabalho e terá o seu lugar garantido de destaque na equipe do presidente Bolsonaro.

No ano de 2011, tivemos a oportunidade de conhecer a Dra. Damares, quando assessorava a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Bullying e o Deputado Roberto de Lucena, que a presidia. Naquela ocasião ocorreu um fato que chocou o Brasil todo, que foi a Chacina de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Um jovem de 23 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, armado com dois revólveres, matando 12 alunos, com idade de 13 a 16 anos e cometendo suicídio.

À época, pude assistir o trabalho desenvolvido, a competência e liderança nas ações de assistência às famílias dos jovens e o empenho pessoal da Dra. Damares Alves, atestando sua capacidade, aptidão e maneira peculiar de dedicação ao trabalho.

Com informações do G1, programa Fantástico da Rede Globo e pleno.news, BBC e UOL

Link do programa Fantástico da Rede Globo (Clicar abaixo)

https://www.youtube.com/watch?v=ksjd_z1w6dA

 

 

Fonte: Milton Atanazio

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