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Política - ARTIGO

Postada em 24/01/2019 ás 12h25 - atualizada em 28/01/2019 ás 23h11

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Afinal, o que aconteceu em Davos, que cancelaram a entrevista?
Foi uma situação, muito atípica o que aconteceu em Davos
Afinal, o que aconteceu em Davos, que cancelaram a entrevista?

ARTIGO

Por Milton Atanazio

Foi uma situação, muito atípica o que aconteceu em Davos. Segundo alguns jornalistas brasileiros, que estavam cobrindo o evento, informaram que a Organização do Fórum Econômico Mundial anunciou entrevista coletiva. O Governo brasileiro tratava como um  pronunciamento. Mesa com nomes de Bolsonaro, Moro, Guedes e Araújo chegou a ser montada. Havia quatro placas, com os nomes de Bolsonaro e dos ministros Sérgio Moro (Justiça), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia).

A própria organização, foi tomada de surpresa. As placas foram retiradas às 13h17, quando foi confirmado que nem o presidente nem os ministros falariam.

Cansaço

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, explicou para os jornalistas no fórum que Bolsonaro cancelou a fala à imprensa porque estava cansado. Assessores do presidente, na mesma linha, argumentaram que ele precisava se poupar fisicamente, devido ao fato de ter uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia marcada para segunda-feira (28).

Repórteres brasileiros que acompanhavam a agenda de Bolsonaro em Davos tentaram fazer perguntas para ele sobre o caso de Flávio Bolsonaro, senador eleito e filho do presidente.

Em um momento que estavam mais próximos do presidente, os repórteres pediram para Bolsonaro dar alguma declaração sobre o tema à imprensa brasileira, já que ele havia falado sobre o assunto com um veículo internacional.

Bolsonaro não respondeu aos pedidos e seguiu caminhando. A expectativa era a de que o presidente se dirigisse para o centro de imprensa do Fórum, mas ele desviou para o hotel.

Concluindo

O presidente Bolsonaro está incomodado evidentemente por toda essa situação com o o filho Flávio Bolsonaro e o caso Fabrício Queiróz, cujas movimentações financeiras o Coaf as considerou atípicas.

Numa entrevista à agência Bloomberg, o presidente chegou a dizer que “Se por acaso ele tiver errado e isso for provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar”.

Naturalmente o atingiu como pai. E obviamente é o motivo pelo qual evitou a entrevista. Embora saibamos do problema de saúde que dificulta um pouco a movimentação dele, mas não é o principal.

O cancelamento frustrou a expectativa dos participantes do Fórum de ouvir a comitiva brasileira mais detalhadamente sobre as propostas do novo governo.

Especialmente, essa seria a oportunidade para Paulo Guedes expor com mais abrangência suas ideias na economia.

Até aqui, o ministro da Economia tem feito reuniões fechadas com autoridades de outros países e investidores. A receptividade às ideias do ministro tem sido muito boa. Perdeu-se uma ocasião em que ele pudesse apresentá-las publicamente. O cancelamento desorganizado da fala à imprensa prejudicou a estratégia de Guedes.

Investidores que pensam em pôr dinheiro no setor produtivo do Brasil, como projetos de infraestrutura e abertura de empresas, são racionais e não se apavoram com um cancelamento de entrevista. O que eles analisam são as propostas do governo e a capacidade de colocá-las de pé.

No entanto, o cancelamento desorganizado, da forma como ocorreu, pode desgastar a imagem do presidente Bolsonaro diante de situações de pressão. Isso não é um bom sinal para um presidente, especialmente em um ambiente como Davos, em que todos estão de olho nos primeiros passos do novo governo brasileiro.

Por outro lado, a estreia do ministro da Economia, Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), considerado uma vitrine global para atração de investimentos, foi marcada por mais altos do que baixos. Ele teve uma agenda lotada e conversou por horas com investidores e parceiros comerciais estratégicos para o Brasil, passando uma mensagem de otimismo em relação à aprovação das reformas econômicas e também de segurança jurídica para investidores estrangeiros.

* Milton Atanazio é jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX , diretor executivo da ABRACAM , Publisher da BrazilianNEWS ,  Foco na Política (www.foconapolitica.com) e colunista do Portal R10.

Fonte: ARTIGO - Milton Atanazio

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