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Política - ARTIGO

Postada em 28/01/2019 ás 16h14 - atualizada em 28/01/2019 ás 22h51

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

O jogo começou...
Bolsonaro com a sua equipe vai forjando, mesmo timidamente, a sua marca
O jogo começou...

POR MILTON ATANAZIO

Entre idas e vindas, avanços e recuos, batendo cabeças o governo Bolsonaro com a sua equipe vai forjando, mesmo timidamente, a sua marca. Mas avança.

Como um time de futebol em início de campeonato e técnico novo, os desafios da tabela estão aí para serem seguidos e vencidos.

Na verdade, a equipe está em campo. Se aquecendo, mas o jogo já começou. Não pode levar gol e tem de avançar e mostrar a que veio.

A torcida delirante, vem demonstrar que está unida e que espera um ótimo resultado. E quer mais, muito mais.

Reconhecemos que a cobrança da torcida é enorme. A ansiedade maior ainda.

Michel Temer, entregou como pode, um país que já vinha de um caos total com Dilma e a turma do PT. Tentou passar a reforma da Previdência, que era a condição “Sine qua non”, requisito e ingrediente indispensável para sinalizar o crescimento do País, mas não conseguiu. Levantou a discussão e até tentou passar, mas não avançou. Ficou no Congresso, para o seu sucessor.

Não havia clima, numa Câmara em fim de Legislatura, com medidas impopulares, às vésperas das eleições de 2018. Temer, foi refém do Parlamento, com as sucessivas denúncias, pedidos de investigações e impeachment, barrados na Casa Legislativa, após o episódio revelado pelos irmãos Batista em delação premiada. A crise estava instalada e o parlamento travado. O final de governo foi pífio e melancólico.

Com 28 dias de governo é muito cedo para cobranças. Algumas ações já sinalizam, pelo menos o cumprimento de promessas de campanha assinadas por Bolsonaro, como a MP que flexibiliza a posse de armas de fogo no País e devolve ao povo a liberdade de decidir sobre as armas e a MP de Combate às fraudes nos benefícios da Previdência, que também produziu uma espécie de vacina para votar a reforma da Previdência.

Isso porque o governo identificou que um dos argumentos mais fortes contra a reforma da Previdência apresentada na gestão de Michel Temer era justamente o fato de antes mesmo de pautar uma agenda impopular, o governo deveria ter combatido as fraudes no setor.

Cálculos da equipe econômica indicam que, por ano, a economia pode chegar a R$ 20 bilhões só com as novas regras e ações para combater fraudes. Valor que em 10 anos pode chegar a R$ 200 bilhões – o que representa cerca de um terço da economia prevista com a reforma da Previdência enviada pelo governo Temer.

É aguardada a definição da mesa diretora do Senado e da Câmara. Daí se avaliará o grau de dificuldade que terá o governo para conduzir seus projetos. Quem vem por aí, Renan, Maia? Todo mundo se movendo. Sexta-feira (01.02.2019) teremos o resultado.

A verdade é que vamos experimentar uma nova forma de tratamento entre Legislativo e Executivo, onde Bolsonaro prega uma nova maneira de atuação. Sem barganha e toma-lá-dá-cá. Vamos aguardar.

Perigo na área...

Vem por aí, os desdobramentos do Caso Queirós e as remessas suspeitas, apontadas pelo Coaf, com o filho Flávio Bolsonaro, que não podem chegar ao governo. Nem Flávio nem seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, são alvos da investigação.

O próprio presidente Bolsonaro se encarregou de incluir seu nome no caso, ao afirmar que um cheque de R$ 24 mil de Queiroz que caíra na conta da primeira-dama. Até ontem, apenas ele, seu círculo mais próximo e seus advogados davam atenção a sua movimentação financeira desde 2007. Hoje, o Brasil inteiro está curioso.

Ao levá-lo para o STF, Flávio já contratou semanas de manchetes: haverá manifestação da Procuradoria-Geral da República, novas decisões dos ministros e todo tipo de fato jurídico para chamar a atenção da imprensa e da população. A história não acabará tão cedo.

Bom sinal...

Militares e equipe econômica tentam chegar a um consenso sobre Reforma da Previdência. Governo negocia uma maneira de incluir os militares na reforma. Trata com os militares. As reuniões entre os militares e a equipe econômica são semanais. Os dois lados estão próximos de um consenso.

A expectativa da equipe econômica é de que um projeto que trate da questão dos militares siga junto com as propostas para mudanças na aposentadoria de servidores civis e trabalhadores do setor privado.

Entre as mudanças, estariam a aumentar o período de contribuição dos militares de 30 para 35 anos, fixar algum tipo de idade mínima e acabar com a integralidade do benefício para quem se aposentar muito cedo.

O governo vive um momento em que existe a necessidade de explicar suas ações e busca uma coerência com aquilo que faz. Uma indefinição de programas. O ministro Onyx Lorenzoni, dias atrás, enquanto Bolsonaro estava em Davos, fez uma coletiva anunciando metas para os cem dias iniciais do governo. Comunicou 35 metas quantificáveis e objetivas. Boa parte delas não passam de generalidades. É um manual de boas intenções. Vamos conferir quando chegar a hora. Estamos chegando nos primeiros 30 dias e cada ministro tem de mostrar serviço.

Critiquei intensamente aqui, as trapalhadas na comunicação do governo, por vezes cobrei a ausência do porta-voz. Quem é de comunicação sabe o que representa essa peça no conjunto. Felizmente veio a percepção do governo e já se nota, a harmonia do novo cargo, com o general Otávio Rêgo Barros. O porta-voz sintonizado falando sobre a visita do presidente a Brumadinho, ajuda de Israel, a cirurgia do presidente, e por aí vai, corretamente.

Não estamos torcendo contra. O Brasil precisa de celeridade. A nação está ansiosa, carente e com pressa. O povo exige empregos, saúde, educação. As angustias são enormes, abissais. Afinal optamos por mudança e o Estado deve isso à sociedade.

A equipe foi escalada a dedo pelo técnico Bolsonaro. Só os melhores. Os ministros estão na linha de frente e precisam fazer gols. O relógio está correndo. O governo tem que mostrar a que veio. E rápido!

Fonte: Milton Atanazio

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