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Política ARTIGO
29/01/2019 15h39 Atualizada há 2 anos
Por: Jornalista Milton Atanazio

Descaso e irresponsabilidade da Vale

POR MILTON ATANAZIO

Todo o noticiário nacional está direcionado à tragédia de Brumadinho em Minas Gerais. E não é por menos, a catástrofe é gigante. Um drama humano de colossal importância.

foto BBCBrasil
foto BBCBrasil

De acordo com relatório da ONU, a pior tragédia por rompimento de barragem dos últimos 34 anos foi na Itália, em 1985, quando 267 pessoas morreram. Em Brumadinho, o número de mortos alcançou 65 e há quase 300 desaparecidos. Contudo o desastre em Brumadinho deve ser investigado como crime, diz a ONU.

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Nem o governo nem a Vale parecem ter aprendido com seus erros e tomado as medidas preventivas necessárias após o desastre de Mariana, da Mineradora Samarco, onde a lama chegou ao Rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo

Os fatos recentes em Brumadinho, sobrepuseram todos os outros, de menor monta como a cirurgia de Bolsonaro, retorno de Davos, entre outros. O sistema político deu uma parada e com razão. O País respira Brumadinho (MG).

O grande risco que corremos agora é fazer (novamente) uma enorme onda com tudo isso. Todo o País está de olho no que acontece agora. Existe uma comoção nacional. A nação acompanha consternada e atenta a todos os acontecimentos.

Agora, no calor do momento, aparece os mais diversos atores em cena dando pitaco na situação. Tem de responsabilizar fulano, prender sicrano, multar beltrano. Enfim a solução está dada. Cada um quer mostrar quem vai fazer mais. E é só.

Já vimos esse filme antes, com o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), na tarde de 05 de novembro de 2015, de responsabilidade da Samarco Mineração. E o que aconteceu? Lembram?

Nada diferente do que estamos assistimos agora. O mesmo filme, até aqui. Se houvesse mudança de curso da irresponsabilidade como as grandes mineradoras tratam o meio ambiente e a sustentabilidade, não teríamos Brumadinho repetindo o descaso.

Três anos após o rompimento da barragem de Fundão, a mineradora Samarco, que tem a Vale como uma de suas acionistas, ainda não pagou nenhum centavo de multa ambiental ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As informações são do próprio órgão, que informou ter instaurado 25 autos de infração que resultaram em multas da ordem de R$ 350,7 milhões à mineradora. Essa é a realidade.

As vítimas sequer receberam as indenizações devidas. Tudo parado na Justiça. E a Mineradora idem com as multas devidas. Recursos e mais recursos jurídicos nas barras dos tribunais, postergando os pagamentos.

É lamentável falar sobre isso. É de uma irresponsabilidade tamanha o que estamos vendo nesta tragédia toda. Como é que se constrói um restaurante, um refeitório embaixo da barragem. A falta de planejamento, de imaginação é uma coisa bárbara. O que já tinha acontecido antes em Mariana, com o rompimento da barragem, deveria ter alertado as pessoas. A soma de erros revela o absoluto descaso. Não tem justificativa.

É chegado a hora de responsabilizar as pessoas, quem quer que seja o responsável. Quem projetou, quem permitiu, os diretores, o conselho. Todos, o elenco de irresponsáveis.

A Vale é uma empresa grande, organizada, lucrativa. Visivelmente descuidou do problema ambiental, da segurança. Não tinha nenhuma razão para que fizesse coisas diferentes. Descuidaram da segurança para expandir os lucros. Infelizmente é o X da questão. Por isso tem de ser responsabilizada firmemente.

É preciso agora uma avaliação muito criteriosa, correta, para se fazer justiça. Que não seja somente uma onda.

Fonte: Milton Atanazio
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