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Política Artigo
17/02/2019 12h04 Atualizada há 3 anos
Por: Jornalista Milton Atanazio

Artigo - A “bic” do Presidente -Por Milton Atanazio

ARTIGO

A “bic” do presidente

O presidente está com a caneta (FOTO-ARQUIVO)
O presidente está com a caneta (FOTO-ARQUIVO)

POR MILTON ATANAZIO

Um líder precisa adotar critérios minimamente claros

A campeã de votos no legislativo paulista, a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP), por sua coerência e independência, merece a nossa consideração e respeito, por expor aquilo que pensa, de uma maneira transparente e imparcial, que muitas vezes chega a provocar em seus pares o “fogo amigo”, mas a firmeza de suas opiniões, sem subterfúgios, é direta e certeira em suas colocações.

Teceu hoje alguns comentários em seu twitter, que nos leva a refletir sobre toda essa crise que abate o início do Governo Bolsonaro. Tensão essa que tem como personagens principais, o filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, seu ministro-chefe da Secretaria de Governo no Palácio do Planalto e o próprio Bolsonaro.

O Presidente saiu de uma cirurgia delicada, ainda está se recuperando. Mas é preciso entender que não é possível conduzir o governo como a campanha. No governo, a caneta está na mão do Presidente, ele terá que assumir os ônus das decisões.

Sem defender ou acusar quem quer que seja, o país já não aguenta mais. Se não fosse a questão familiar, provavelmente não haveria a crise.

Crises, por força de questões substanciais, infelizmente, já fazem parte de nossa história. Crise por falta de definição não pode haver.

Se é verdade que Bebbiano está saindo por um eventual envolvimento com as supostas laranjas, outro membro da equipe citado em situação ainda mais problemática deve ser afastado também.

Não tem cabimento um Presidente da República dizer que demitirá uma pessoa passados três dias. As admissões e demissões devem ser decididas e simplesmente comunicadas.

Essa crise está aí. Existe especulações e teoria da conspiração por todos os lados. Algumas dão conta que a demissão já foi assinada. Sai no Diário Oficial amanhã (segunda-feira).

Durante a campanha até era possível fomentar a guerra de todos contra todos e deixar que a situação se acomodasse naturalmente, sem que ninguém ficasse ressentido com o candidato, que era de todos. Mas, no governo, tal postura é insustentável.

‏vejam, o Presidente tem prerrogativa para admitir e para demitir. Ele sequer precisa dar satisfações, a retirada de uma pessoa do governo pode decorrer até mesmo de incompatibilidade de personalidades. No entanto, é necessário que um Presidente decida.

‏Já se iniciou a guerra de narrativas acerca do que está ocorrendo no governo. Uns tentam divinizar Bebbiano, outros Carlos Bolsonaro. Mas a verdade é uma só: ninguém sabe por qual razão o Ministro está sendo afastado. No mínimo o benefício da dúvida, que foi dado ao colega do Turismo. O mesmo critério para os dois, ou a caneta. Não deixando a crise se instalar, com ações rápidas e precisas.

No início do mês, quando o termo candidaturas "laranjas" começou a ser usado com mais frequência, se referia a suspeitas contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Ele e Bebianno são do PSL, mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro. Marcelo não foi afastado e o porta-voz do governo, general Octávio Rego Barros, chegou a afirmar que ele contava com a confiança do presidente. Tanto é assim que foi empossado.

Mais do que proteger Bebianno, interlocutores do presidente estão convencidos de que "é preciso estancar" essa ação dos filhos de Bolsonaro. Destacam que misturar família e governo nunca deu bons resultados e citam o envolvimento dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em vários escândalos.

Ninguém na oposição está conseguindo prejudicar mais o trabalho do governo do que os três filhos do presidente. Não importa as intenções de cada um, mas sua conduta pública. O que fazem está sabotando o País. Ou Bolsonaro dá um basta nos três filhos, ou vai ter de administrar mais crises.

O governo dará o pontapé inicial, marcado para quarta-feira, quando apresentará na Câmara dos Deputados seu projeto de Reforma da Previdência. A batalha será dura e com certeza terá de limpar essa crise, para que não seja contaminada a discussão no Congresso Nacional, dessa que será a maior reforma, que dará vigor ao desenvolvimento do Brasil.

O presidente está com a caneta.

Fonte: Milton Atanazio
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