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Política Efeito Bebianno
18/02/2019 13h05 Atualizada há 3 anos
Por: Jornalista Milton Atanazio

O governo depois de Bebianno

Por Conforme noticia em seu blog no G1, o jornalista Helio Gurovitz diz que o embate entre Bebianno e Carlos Bolsonaro revelou quem tem poder de fato no governo .

O mais importante na saída iminente de Gustavo Bebianno do ministério é o que ela revela sobre a dinâmica do governo Jair Bolsonaro.

Bolsonaro conquistou dois novos inimigos políticos, que tentarão atrapalhá-lo no Congresso
Bolsonaro conquistou dois novos inimigos políticos, que tentarão atrapalhá-lo no Congresso

Dois princípios foram demonstrados pela crise: o poder dos filhos do presidente e o uso das redes sociais para exercê-lo. Tais princípios continuarão válidos para todas as iniciativas daqui em diante.

É ingênuo acreditar que as “alas moderadas” do governo, os generais, os ministros Sérgio Moro ou Paulo Guedes criem uma nova dinâmica de poder. Enquanto o presidente for Bolsonaro, ele será leal àquilo que dá mais valor: sua família e seus eleitorado mais fiel.

O preço político que paga por isso é evidente. Tanto na derrota de Renan Calheiros na eleição para a presidência do Senado quanto no caso Bebianno, Bolsonaro conquistou dois novos inimigos políticos, que tentarão atrapalhá-lo no Congresso.

A cada crise, o custo de aprovação da reforma da Previdência sobe. Isso não significa necessariamente que já tenha naufragado, mas que dará mais trabalho. Os aplausos das redes sociais não mudam tal realidade.

Guedes dispõe de uma articulação política própria, em torno do ex-deputado Rogério Marinho e de sua proximidade do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Mas o governo ainda não tem estratégia para conduzir seus projetos, que disputam a atenção dos parlamentares.

As questões de ordem prática se acumulam sem resposta. Qual é a prioridade? O pacote de segurança pública de Moro? A agenda dos costumes da “nova direita”? Ou a Previdência de Guedes? Com quantos votos cada uma dessas agendas conta no Parlamento? Quem são os líderes abertos a negociação? Que tipo de concessão será preciso fazer para convencê-los?

Nada disso se sabe. O próprio texto da reforma da Previdência, que deverá ser encaminhada esta semana, ainda é uma incógnita. Antes mesmo de apresentá-lo, Guedes já fez concessões ao estabelecer idades mínimas diferentes para homens e mulheres e ao deixar de lado imposições a estados e municípios.

Fonte: g1
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