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Política - Artigo:

Postada em 28/02/2019 ás 15h53 - atualizada em 28/02/2019 ás 16h02

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Criar uma nova política ou toma-lá-dá-cá - Por Milton Atanazio
A democracia possui mecanismos legítimos para divisão do espaço no governo, sem necessariamente...
Criar uma nova política ou toma-lá-dá-cá - Por Milton Atanazio

A democracia possui mecanismos legítimos para divisão do espaço no governo, sem necessariamente implicar roubalheira

Artigo

Criar uma nova política ou toma-lá-dá-cá

A democracia possui mecanismos legítimos para divisão do espaço no governo, sem necessariamente implicar roubalheira

POR MILTON ATANAZIO

Segundo analistas, em sua relação com o Congresso Nacional, Bolsonaro começa a pagar o preço de sua oratória antipolítica durante a campanha eleitoral.

Diante da falta de capacidade de não ter criado até agora uma articulação política forte e confiável, o governo deixa seus principais à mercê das vontades e inclinações do presidente da Câmara Rodrigo Maia.

Não construiu uma base parlamentar. As lideranças governistas caíram nas mãos de deputados inexperientes, sem credibilidade aos olhos de um plenário sedento por espaço e cargos no governo.

Simplesmente não há para onde correr nem nas demandas mais simples. Um mês depois da posse da nova legislatura, não estão constituídas as comissões nem a mesa diretora da Câmara.

Sem base no Congresso, Bolsonaro se vê refém de lideranças partidárias que ameaçam convocar ministros para depoimentos de apelo midiático, enquanto não forem satisfeitas suas demandas por cargos e no governo

A direção é só uma – cargos no governo.

O resultado está nas mãos do Congresso. A recusa de Bolsonaro em jogar o jogo da política transformou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no nome mais poderoso em Brasília.

Rodrigo Maia vem transmitindo otimismo ao mercado ao falar sobre reforma da Previdência. Embora faça reparos à articulação política do governo. Maia prevê que, com alguns ajustes, a reforma deve ser aprovada pela Câmara.

Assim que recebeu a proposta de emenda constitucional da reforma da Previdência, Maia tratou de deixar claro que ela não andará enquanto não for encaminhado o texto sobre a aposentadoria e pensão dos militares, até agora sem consenso no governo.

A atitude de Maia levou o ministro Sérgio Moro a fatiar seu projeto de legislação contra o crime, acreditando que separar o trecho sobre o caixa dois eleitoral facilitaria a tramitação. Agora os parlamentares querem condicioná-la à aprovação do pacote contra o abuso de autoridade, parado desde 2017, que restringe o trabalho de juízes e promotores. A pressão é grande.

A democracia dispõe de mecanismos legítimos para divisão do espaço no governo, sem necessariamente implicar roubalheira.

Os auxiliares do presidente que criticam qualquer tipo de concessão aos parlamentares em nome do combate à corrupção e à velha política do “toma lá, dá cá” esquecem que a negociação está na essência da política.

O Planalto, discretamente até já criou um sistema para indicação de nomes no segundo escalão. Mas os parlamentares simplesmente não sabem quem no governo tem autoridade para bancar as promessas. Bolsonaro e Onyx Lorenzonni informaram a líderes da base, nesta terça-feira (26), que vai liberar recursos das emendas e analisar indicações para cargos nos estados.

Onyx disse que começará a se reunir com as bancadas estaduais e partidárias depois do carnaval para começar a analisar todas as demandas. Disse também que, além das emendas impositivas dos parlamentares reeleitos, irá conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para encontrar meios para liberação de recursos para os novos parlamentares.

Para a reforma da Previdência, o ministro Paulo Guedes nomeou seu próprio articulador, o ex-deputado Rogério Marinho, que trabalha para o convencimento dos parlamentares e ajuda na comunicação da nova previdência.

Os dois primeiros meses do governo Bolsonaro foram tomados por crises desnecessárias e infrutíferas pela dinâmica improdutiva de provocações que rendem cliques nas redes sociais – dos disparates sobre a cor dos trajes infantis à controvérsia em torno do hino nacional.

O presidente Jair Bolsonaro designou a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) para a liderança do governo no Congresso - movimento que teve o apoio aberto de Rodrigo Maia.

No Senado, Bolsonaro referendou a sugestão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de ter o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) na liderança na Casa.

Bolsonaro acredita ter o poder de criar uma nova política, enquanto vai sendo tragado pela velha. Seu sucesso está hoje inteiramente nas mãos de Rodrigo Maia.

Oxalá que ambos se entendam, para o triunfo do Brasil.

Fonte: Milton Atanazio

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