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Brasil - Febre amarela

Postada em 10/03/2019 ás 08h35 - atualizada em 10/03/2019 ás 11h35

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Vacina é a forma mais eficaz de prevenir a febre amarela
Área de risco da doença, Brasil registrou um crescimento de 84% nas mortes
Vacina é a forma mais eficaz de prevenir a febre amarela

O aumento da incidência de febre amarela acendeu o alerta para a importância da imunização

 

O aumento da incidência de febre amarela acendeu o alerta para a importância da imunização. Entre dezembro de 2017 e maio de 2018, 483 pessoas morreram no país, o que representou um aumento de 84% no número de casos fatais em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para reduzir essa estatística, os especialistas avisam: a vacina aparece como a principal forma de prevenir a enfermidade. “Mesmo com medidas para evitar a picada do mosquito transmissor do vírus, a vacina, dentro das suas indicações, ainda é a forma mais eficaz e segura”, assegura Alfredo Gilio, coordenador médico da Clínica de Imunização da Medicina Diagnóstica Einstein.

A transmissão costuma ocorrer em áreas silvestres. Os principais transmissores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes que, infectados, podem picar a pessoa que entra na mata ou que está próxima à vegetação à beira de rios, considerada área de risco. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. A maior incidência da doença acontece entre os meses de janeiro e abril, quando há um aumento da quantidade do mosquito transmissor.

“Na prática, o Brasil pode ser considerado uma grande área de risco. Exceto por algumas regiões no Nordeste, existem casos da doença em quase todas as cidades. Por isso, é necessário tomar a vacina, que tem dose única.”, observa Gilio. Ou seja: uma vez imunizado, a vacina dura para o resto da vida. Antigamente, a validade era de 10 anos, mas hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica dose única, orientação que já está sendo praticada por alguns laboratórios e fabricantes no Brasil.

Tire algumas dúvidas

1 - Macacos transmitem a febre amarela?

Não. Eles são tão vítimas como os humanos e ainda cumprem uma função nobre, segundo o Ministério do Meio Ambiente. “Ao contraírem o vírus, eles servem de alerta para o surgimento da doença no local. Desse modo, contribuem para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região”, explica nota do órgão. O documento foi lançado após agressões aos animais por pessoas com o receio infundado de que eles transmitem a doença.

2 - Quem pode tomar a vacina?

Todas as pessoas a partir 9 meses de idade até os 60 anos, em condições de saúde, podem tomá-la. Existem algumas contraindicações:

crianças abaixo de seis meses não podem tomar a vacina; entre 6 e 9 meses, o médico da criança pode avaliar se ela deve ou não tomar a vacina; depois dos 60 anos, também deve-se avaliar pois a imunidade do paciente começa a sofrer alterações; pessoas com alguma doença imunológica ou em condições que baixem sua imunidade devem avaliar, junto com o médico, se tomam ou não; pessoas com alergia intensa a ovo não devem tomar, pois a vacina é produzida em ovo embrionado e pode haver resquícios na dose; grávidas também devem recorrer à avaliação médica antes de decidir tomar a vacina.

3 - Não tomei a vacina. Quais são os sintomas da doença?

É importante procurar atendimento médico se apresentar sintomas como febre alta (acima de 38°C) de início súbito, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular e calafrios. Podem ainda ocorrer náuseas, vômitos, diarréia e icterícia (coloração amarelada da pele, que caracteriza o nome da doença).

Vale lembrar que não existe um tratamento específico para cura da febre amarela. O tratamento combate os sintomas, ou seja, o paciente fica em repouso para recuperar a hidratação e controlar a febre. A internação hospitalar é indicada caso não haja melhora dos sintomas ou nos casos graves da doença.

4 - A vacina é fracionada?

Não. As doses só foram fracionadas no ano passado para o controle do surto. Em 2019, o país não adotou esse procedimento.

5 - Onde encontrar a vacina?

A vacina pode ser encontrada tanto na rede pública quanto na rede particular. Diversas unidades da Clínica de Imunização da Medicina Diagnóstica Einstein oferecem doses da vacina.

6- Devo tomar a vacina para viajar?

A OMS recomenda que todo viajante acima de 9 meses de idade em deslocamento para áreas de risco tome a vacina pelo menos 10 dias antes. Em fevereiro, a entidade reforçou o alerta, pedindo para que todos os estrangeiros estejam imunizados ao visitar o Brasil. O mesmo cuidado vale para os brasileiros que vão para o exterior. Como o Brasil é considerado uma área de risco, os brasileiros precisam apresentar documentação de que estão vacinados caso viajem para uma série de outros países. A medida serve para evitar que a doença seja levada para esses lugares. “Para comprovar isso, existe um certificado internacional, elaborado pelo próprio Ministério da Saúde, e que pode ser solicitado por quem vai viajar”, afirma Gilio.

Esse serviço é oferecido na Clínica de Imunização da Medicina Diagnóstica Einstein, em São Paulo. O paciente faz o cadastro no site da Anvisa e se desloca até a clínica para receber a vacina. Ela deve solicitar o certificado internacional, que sai na hora e é encaminhado pela clínica ao Ministério da Saúde.

Com informações do Hospital Albert Einstein

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