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Política - Artigo

Postada em 12/03/2019 ás 15h06 - atualizada em 12/03/2019 ás 23h24

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Artigo - O primeiro nó da Previdência
Reunião de líderes: Só começa a votar o texto depois que chegar lá o Projeto de Lei dos militares
Artigo - O primeiro nó da Previdência

Vamos ver o que vai dar isso e no que vem por aí!

ARTIGO - O primeiro nó da Previdência

POR MILTON ATANAZIO

Reunião de líderes: Só começa a votar o texto depois que chegar lá na Câmara o Projeto de Lei dos militares

Ouvi um comentário do jornalista Reinado Azevedo e sou obrigado a concordar com a sua opinião.

Rodrigo Maia fez uma reunião de líderes em sua residência oficial e chegou a um consenso sem divergência entre os representantes dos partidos. A PEC da Previdência que trata dos servidores civis e com os trabalhadores da iniciativa privada, só vai começar a tramitar, depois que chegar ao Congresso o Projeto de Lei que trata da chamada aposentadoria dos militares. O nome não é bem esse, porque não se considera que os militares se aposentem. Eles vão para a reserva. Ocorre que se dá como certo de que os militares vão para a reserva com os proventos integrais, como tem hoje.

E isso vai criar muito barulho. Porque os servidores civis vão comparar com os militares. E o mesmo acontecerá com os trabalhadores da iniciativa privada. E será preciso explicar a diferença.

Segundo o Delegado Waldir, líder do PSL, ao final da reunião na casa de Rodrigo Maia, a  reforma dos militares tem que estar junto com a reforma dos demais servidores. O PSL não é diferente dos demais partidos e não quer mostrar ao cidadão que todos estão sendo tratados de forma igualitária e todos terão seu sacrifício.

O governo, quando mandou lá atrás (20.02) a sua PEC da Previdência anunciou que mandaria o texto dos militares até 20 de março. Está fazendo “corpo mole”, mas os líderes deixaram claro que só vão analisar, quando chegar a proposta para os militares.

Até quinta-feira, tudo indica que todas as comissões da Câmara já estarão instaladas, inclusive a CCJ, por onde começa a tramitar a PEC da Previdência. Antes do texto dos militares nada feito. Fica parado. Não anda.

Os parlamentares não querem ser acusados de prejudicar os servidores e outros trabalhadores da iniciativa privada e preservar os privilégios dos militares. A lógica é que temos um presidente que é militar da reserva e os militares não gostariam que a situação deles fosse debatida juntamente com os demais. Embora o texto não seja conhecido ainda, fala-se que os militares irão para a reserva com 35 anos de trabalho e não 30 como é. E a contribuição que pagam, mesmo na reserva, seria elevada de 7,5% para 11%. Isso está a léguas de ser um consenso entre os militares e dá a medida das dificuldades que vem por aí.

Por isso Bolsonaro deveria parar de fazer confusão na internet, começar a governar com pulso e pegar de vez a direção na condução da Nova Previdência. Tem jogo de cintura e conhece bem a Casa. Do carnaval para cá, praticamente nada. Só agenda negativa.

Onyx Lorenzonni, Chefe da Casa Civil e principal articulador político. Cadê ele, onde anda?

Está na Antártica, no continente gelado, a milhares de quilometros, fazendo-se sabe se lá o que. A prioridade não é a Previdência?

O governo também aderiu a certa política tradicional e resolveu liberar 1 milhão de reais em recursos de Emendas Parlamentares para ajudar a aprovar a reforma da previdência e outros projetos do governo.

Segundo o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), a liberação foi negociada com o ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo), já que a gestão está pressionada por partidos e sendo criticada pela precária articulação no Congresso.

O presidente da República começa a se aproximar e a negociar com as bancadas aliadas. Além de indicar nomes, os partidos que apoiam Bolsonaro querem ver as nomeações no "Diário Oficial".

Segundo o líder do PRB, deputado Jhonatan de Jesus (RR). "Não é toma lá, dá cá. É a necessidade que nós temos de entregar obras nos estados, de entregar aquilo que todos os governos fizeram com o parlamento", defende.

Vamos ver o que vai dar isso e no que vem por aí!

Fonte: jornalista Milton Atanazio

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