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13/03/2019 09h53
Por: R10 municípios

Moradores de povoado e governo se reúnem para discutir sobre projetos

O objetivo da reunião foi ouvir os questionamentos dos moradores a respeito dos impactos.

Foto: Reprodução/Cidades na Net
Foto: Reprodução/Cidades na Net

Na manhã dessa terça-feira (12), a equipe técnica do Governo do Estado do Piauí, juntamente com o pároco da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, de Pio IX, padre Gregório Lustosa, juntamente representantes da Cáritas Brasileira Regional do Piauí e Comissão da Pastoral da Terra, membros da SDR e CNBB Regional Nordeste 4, se reuniram, na capela de São Pedro, com moradores da comunidade Nova Esperança, na zona rural de Pio IX.

O objetivo da reunião foi ouvir os questionamentos dos moradores a respeito dos impactos dos projetos econômicos como a implantação de uma empresa de energia eólica, na região.

O padre Gregório Lustosa antes de iniciar a reunião, rezou o Pai Nosso com todos.

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Após a reza, a gerente de Articulação da Secretaria de Planejamento do Estado do Piauí, Patrícia Castro, deu as boas-vindas aos participantes e explicou a real finalidade da reunião.

“O objetivo da reunião é tratar com os moradores sobre anseios, expectativas e necessidades, a respeito dos projetos econômicos com a instalação da empresa de energia eólica. Viemos ouvir a comunidade ”, explicou Patrícia.

Além da comunidade Nova Esperança, moradores dos Assentamentos Paulo Freire I e II e povoado Santa Fé, tiveram presentes onde cada um tomou a palavra para externar seus questionamentos.

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O presidente do Sindicato do Trabalhadores Rurais, Naldo Andrade, destacou que empreendimentos geram impactos positivos e negativos. No entanto, é necessário conhecer quais tipos de impactos ambientais e sociais podem ser gerados com a implantação de uma empresa de energia eólica.

“Sabemos que todo grande empreendimento tem seus impactos, então é importante conhecermos quais são os impactos que o projeto vai trazer. Certamente nós moradores e agricultores familiares juntamente com as entidades que aqui estão, com certeza vamos ficar mais inteirados da forma correta sobre a situação, e assim acompanhar o andamento do projeto”, destacou o presidente do STTR.

O morador do assentamento Paulo Freire I, João Delmiro, reforçou a necessidade de maior averiguação e informação no que diz respeito a chegada e apresentação dos projetos. João frisou na reunião que mesmo antes da chegada da empresa os impactos já podem ser notados.

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“Hoje já podemos perceber os impactos porque existem criações de animais que estão sendo afetadas. Vizinho a nossa terra, tem uma fazenda alugada para empresa e assim já estamos pagando por isso. A exemplo, aqui na nossa região já pode ser visto onças que estão migrando de outras regiões atingidas pelos grandes projetos. Na minha comunidade existe criador que já perdeu muitas cabeças de seu rebanho”, apontou João.

Ainda no momento de seu posicionamento, questionou se haveria riscos de prejuízos para as produções agrícolas.

“Nós vivemos da roça e nós não podemos ter nossa produção prejudicada. A gente fica se perguntado: Vai prejudicar nossa produção na roça porque já é uma tradição, vivemos da roça e jamais sairemos dela”, questionou o morador do assentamento.

Moradora do assentamento Paulo Freire II, Maria de Jesus, fez o apontamento em relação as reservas de água. Segundo Maria, o reservatório de água, principalmente no período de estiagem é uma necessidade dos assentados. A segunda água como denomina, é voltada para produção.

“Nós temos aqui a primeira cisterna que é para beber e será que teríamos a segunda água para produção?” indagou.

O padre Gregório, no momento dos questionamentos, se posicionou quanto oportunidade de emprego para os moradores. De acordo com o pároco, a chegada da empresa beneficiando os moradores com emprego e renda traria benefícios, no entanto, do contrário, tornaria mais difícil a situação.

Fonte: Cidades na Net
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