Sábado, 23 de março de 2019
(86) 99915-1055
Brasil - Operação

Postada em 16/03/2019 ás 09h33

Publicada por: Gustavo Miranda

Lava Jato mudará estratégia após decisão do STF
Há no Supremo uma corrente que considera que a decisão não vai anular casos já julgados.
Lava Jato mudará estratégia após decisão do STF

Foto: Carlos Moura/SCO/STF/26/10/2017

Procuradores vão mudar a estratégia de investigação da Lava Jato para evitar que a decisão do Supremo Tribunal Federal de mandar crimes que tenham ligação com caixa dois para a Justiça Eleitoral prejudique o combate à corrução.

Há no Supremo uma corrente que considera que a decisão não vai anular casos já julgados. E que investigações que inicialmente tenham crimes conexos ao caixa dois podem retornar à Justiça Federal.

Um exemplo de que a Justiça Federal pode continuar com o caso é um inquérito do ex-ministro e prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva. No ano passado, o ministro Luiz Edson Fachin mandou o processo para a Justiça Federal.

Diante de questionamento da defesa em razão com crimes conexos à suspeita de caixa dois, Fachin remeteu tudo para a Justiça Eleitoral, respeitando entendimento da Segunda Turma do Supremo. Mas a Justiça Eleitoral não viu crime eleitoral e devolveu o processo para a Justiça Federal.

A defesa de Edinho Silva recorreu a Fachin dizendo que a decisão do Supremo estava sendo desrespeitada. Fachin negou o pedido.

A decisão do Supremo pode ter repercussão direta sobre ao menos quatro inquéritos relacionados à Operação Lava Jato que estavam no Supremo.

São dois inquéritos do ex-ministro Gilberto Kassab, do PSD, um do ex-senador Lindbergh Farias, do PT, e um do ex-deputado federal Betinho Gomes, do PSDB, que foram remetidos para a Justiça Federal por ministros do STF e que podem, agora, ser reenviados à Justiça Eleitoral.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que vai mudar a forma de atuação do Ministério Público por causa da decisão do Supremo.

Um dos caminhos em estudo é priorizar o pedido de abertura de inquéritos por corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes sobre o de caixa dois, o que remeteria os casos para a Justiça comum.

"O principal posicionamento é de respeito à decisão do Supremo. A partir de agora nós vamos redefinir a estratégia institucional e tomar as providências necessárias pra manter o foco que é de combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. Não recuaremos disso", declarou.

Parlamentares de vários partidos defenderam a aprovação do projeto de lei apresentado no mês passado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, para remeter à Justiça comum crimes relacionados ao caixa dois.

O presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção pede urgência para o debate do assunto no Congresso.

O coordenador da Lava Jato em Curitiba, procurador Deltan Dallagnol, disse que os cinco anos de investigação da Lava Jato mostraram que a corrupção está relacionada a crimes de caixa dois.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) afirmou que a decisão do Supremo compromete a eficiência do combate à corrupção.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, avalia que não há riscos para as investigações. Ele responde a um inquérito da Lava Jato na primeira instância.

Fonte: G1

R10 no Facebook:
imprimir
Veja também
TV R10

»

Revista ADV

»

Água Branca-PI Por Lenno Oliveira

Água Branca: espetáculo teatral aborda problemas enfrentados pelos jovens.

Pau D'arco Por Carlos Eugênio

Prefeitura de Pau D’arco realiza mutirão contra a dengue

Olho D'água do Piauí Por Jô Mendes

Escola Municipal Olho D'água realiza ação em alusão ao Dia Mundial da Água

Colônia do Gurgueia Por Geney Ribeiro

Campanha de vacinação antirrábica em Colônia do Gurgueia

Campo Largo-PI Por Roberto Freitas

CITCOCAIS | Tem participação do prefeito Rômulo Aécio de Campo Largo-PI

Mais lidas da semana

»

Municípios
© Copyright 2019 - Portal R10 - Todos os direitos reservados
R10 TV Municípios Colunas Anuncie Fale conosco
Site desenvolvido pela Lenium