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Política - "Bem na foto"

Postada em 20/03/2019 ás 16h10

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

“Bem na foto” - Por Milton Atanazio
Projeto de aposentadoria de militares pode “melar” ainda mais o clima na base aliada
“Bem na foto” - Por Milton Atanazio

Projeto de aposentadoria de militares pode “melar” ainda mais o clima na base aliada

ARTIGO

“Bem na foto”

POR MILTON ATANAZIO

Projeto de aposentadoria de militares pode “melar” ainda mais o clima na base aliada

Bolsonaro está de volta de sua viagem aos Estados Unidos e deve decidir nesta quarta-feira (20) o projeto de lei que muda as regras de aposentadoria dos militares. Reunião marcada na residência oficial do Palácio da Alvorada com o ministro da Defesa e os chefes militares. A depender do texto, o clima, que já não está muito bom na base aliada, pode ficar pior ainda, levando a atrasos na tramitação da reforma da Previdência Social.

A primeira sinalização já foi dada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia e repercutiu mal entre os militares ao admitir que os vencimentos dos militares estão desatualizados, mas este não seria o momento para fazer correções salariais e vê pouca margem para recomposição.

Para Maia os militares deveriam compreender a dificuldade da situação econômica do Brasil na discussão do projeto. Chegou a ilustrar que “O problema é que nós estamos no fim da festa, o Brasil quebrou e eles estão querendo entrar nessa festa no finalzinho, quando já está amanhecendo, a música já está acabando e não tem ninguém para dançar”, prosseguiu Maia, que deu a entender que as Forças Armadas têm um comportamento aproveitador.

Maia teve uma resposta imediata do ministro da Defesa, Fernando de Azevedo de que “Sempre estivemos cumprindo missão nos navios e submarinos; nas fronteiras, da Amazônia até os Pampas. Cuidando do espaço aéreo brasileiro. Nós não temos tempo para estar no início nem no final de festas”, disparou o general.

Causou estranhamento também entre as Forças Armadas o fato de Maia ter se mostrado sensível à demanda dos militares, mas depois ter dado a declaração polêmica.

E a reforma não começou a ser discutida ainda. Podemos esperar chumbo grosso, quando as corporações como funcionários públicos, judiciário, entre outras organizadas, entrarem para defender seus interesses.

Se a proposta vier com muitas vantagens para os militares, os aliados vão questionar e pressionar, na linha de que não dá para beneficiar uma categoria, enquanto se exige sacrifício das demais.

O projeto sobre a aposentadoria dos militares pode ser um ingrediente a mais para tumultuar a relação da base aliada com o Palácio do Planalto.

Entre líderes, está recorrente a reclamação de que o presidente, nas conversas privadas, promete atender os pedidos da base, como nomeação de afilhados para segundo e terceiro escalão. Em público, porém, ele faz críticas à velha política.

A mensagem que fica é que o presidente busca ficar "bem na foto" com seus seguidores, reclamando de pedidos de seus aliados, que seriam classificados como o velho "toma lá dá cá". Enquanto isso, o relacionamento entre governo e base aliada segue tumultuado, próximo do início da tramitação da reforma da Previdência.

A proposta de mudança da Previdência dos militares, fechada pela equipe econômica, prevê gerar uma economia líquida de R$ 9,2 bilhões ao país em 10 anos.

O texto prevê ainda aos militares maior tempo de serviço e aumento da alíquota de contribuição. Além disso, as pensionistas passarão a pagar à Previdência, o que não faziam antes.

Na equipe econômica, se diz que essas mudanças na carreira ocorreriam de qualquer maneira.

Vamos aguardar o martelo do presidente hoje, para saber o que vem por aí, pois a Câmara espera o texto para começar a analisar pacote de mudanças nas aposentadorias das demais categorias.

Fonte: Milton Atanazio

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