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Professor Ricardo Ribeiro
Professor Ricardo Ribeiro
Professor, Pedagogo, Consultor Educacional e pedagógico, Coordenador de Ensino Digital, membro da Associação Brasileira de Educação a Distância. Apaixonado por Educação, Aprendizagem e Desenvolvimento pessoal.
Educação Hora dos estudos
28/03/2019 12h04 Atualizada há 2 anos
Por: @profricardoribeiro

7 técnicas de estudo para passar nas provas

Foto: Banco de imagens.
Foto: Banco de imagens.

Já sabemos que as técnicas de estudos são ferramentas capazes de lhe tornar um estudante mais eficaz, isso já foi mostrado no artigo 5 hábitos práticos que vão te tornar um estudante mais eficaz, caso não tenha lido Clique aqui. Não adianta ligar o piloto automático diante de vestibulares, concursos públicos, exames de proficiência em línguas, provas de admissão em programas de pós-graduação ou provas em geral. A preparação precisa ser mais estratégica, com base em métodos para garantir a fixação e acelerar o processo de aprendizado.

Estudar sem aplicar nenhuma metodologia, lhe fará gastar muito mais tempo do que o necessário, e certamente não terá a mesma eficiência de quem aprende com o auxílio de alguma técnica. Não podemos negar que cada pessoa tem uma forma particular de estudar, e aprender. Sem perceber, vamos experimentando e consolidando nossas próprias táticas, mas é interessante conhecer e testar alguns métodos já comprovados, a fim de identificarmos quais nos proporcionará melhores resultados.

Provavelmente você já deve ter ouvido a frase “Ler não é estudar”, e de fato não é,  adotar procedimentos de estudo de forma consciente é essencial para garantir a melhor administração do tempo. Certas estratégias tornarão o seu trabalho mais rápido e, portanto, menos pesado e cansativo.

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Listei a seguir 7 técnicas de estudo que podem ser úteis na preparação para qualquer tipo de prova, seja ela complicada ou não:

1. Mapa mental

O Mapa Mental é uma forma objetiva e simples de registrar informações. Essa técnica, que é uma espécie de diagrama, é muito usada para anotação de conteúdo e está relacionada à gestão de informações, ao conhecimento e ao capital intelectual, a fim de solucionar problemas e atender aos requisitos de memorização e aprendizado.

Não é um método para fixar a disciplina, mas sim visualizá-la de forma sistêmica, isto é, compreender como os conceitos se distribuem dentro daquele campo de conhecimento. É importante para saber que o conceito X aparece quando o tema Y é discutido, o que facilita a associação de ideias.

Imagine que você está estudando ligações químicas por meio de um mapa mental, e uma das flechas aponta para a expressão “ponte de hidrogênio”. A organização visual das informações ajuda a fixar o fato de que, quando se fala em ponte de hidrogênio, o que se discute são ligações químicas.

Vale a pena ressaltar que não é preciso saber desenhar, para se trabalhar com mapas mentais, crie formas, linhas e rabiscos que farão sentido para você, dentro do assunto estudado, sinta-se livre para criar.

2. Fichamento ou resumo

Ler atentamente o livro-texto é um passo obrigatório em qualquer preparação, mas o estudo não pode terminar por aí, como já foi falado “Ler não é estudar”. Também é fundamental reorganizar as informações lidas com as suas próprias palavras.

Uma forma de fazer isso é elaborar fichamentos, isto é, sínteses esquemáticas de cada texto. Um fichamento é uma cartela que contém as informações mais importantes sobre um livro ou capítulo de um livro, por exemplo. É a melhor maneira de organizar a bibliografia. A ideia é elaborar um índice das suas leituras de acordo com a sistematização já elaborada no mapa mental, descrito no item anterior.

Outra possibilidade é redigir um resumo, isto é, reescrever com as suas próprias palavras o conteúdo estudado. Nesse caso, aja como se você fosse o autor da sua própria apostila sobre o assunto. Pode ser um texto corrido ou por tópicos: o importante é traduzir as ideias para a sua linguagem, incluindo suas interpretações e comentários sobre o tema.

3. Construção e reconstrução de tabelas

Esse método consiste em representar informações no formato de quadros. É uma boa opção para fixar conteúdos que têm uma determinada sistemática bastante específica por trás.

Imagine que você está estudando um conjunto de leis especificas, por exemplo. Experimente elaborar uma tabela em que haja colunas dedicadas ao que  atende cada uma das leis, o ano criação, em que a mesma é aplicada, quais os pontos mais importantes, entre outras informações.

Na primeira vez, desenhe o quadro consultando livros e apostilas. Depois de algumas cópias, tente reconstruí-lo de memória. Esse procedimento é uma excelente forma de gravar os conteúdos sem perder de vista as interconexões entre eles. Assim como os mapas mentais, é uma técnica muito útil para quem tem memória visual.

4. Gravações de áudio

Nem todo mundo tem facilidade para se lembrar do que viu: muita gente fixa melhor aquilo que escutou. Se esse é o seu caso, tente estudar com a ajuda de um celular ou qualquer outro dispositivo que funcione como gravador. No mercado já existem vários aplicativos voltados exclusivamente para essa prática de estudo, que já muito utilizada no mundo dos concursos.

Alguém já lhe disse que ensinando se aprende? Esse método se trata justamente disso, você grava a sua própria exposição oral sobre o tema, como se você fosse um professor. Falar, por si só, já é uma excelente forma de se apropriar de uma ideia. Ouvir depois as suas próprias “aulas” várias vezes é melhor ainda.

Também é interessante escutar podcasts e aulas online sobre o assunto, muitas vezes disponíveis gratuitamente na internet. Para quem tem pouco tempo, vale aproveitar os deslocamentos entre a casa, trabalho, escola ou faculdade para ouvir os áudios.

5. Apresentações para o espelho

Se você vai enfrentar uma prova oral, é imprescindível simular o encontro com o avaliador. O primeiro passo é fazer isso sozinho, munido de um espelho e uma boa dose de senso crítico.

Feitos os primeiros ensaios solitários, experimente se apresentar para amigos, parentes e professores. Esse tipo de exercício é fundamental para desenvolver a lógica do seu raciocínio e, principalmente, para estimular a sua capacidade de improviso.

Muitos candidatos vão muito bem nas provas escritas, mas acabam reprovados nos testes orais, isso acontece porque não desenvolveram jogo de cintura para a ocasião. Falar para o espelho ou para outras pessoas é o único meio de simular a apresentação para o avaliador ou banca avaliadora e desenvolver métodos para controlar o seu nervosismo.

6. Táticas mnemônicas

Todo mundo já teve um professor do ensino médio que cantava músicas ou elaborava frases engraçadas para facilitar a memorização da tabela periódica, eu particularmente tive. Técnicas mnemônicas, isto é, que facilitam a fixação de palavras ou expressões, são usadas desde a Antiguidade e podem ser uma excelente opção diante de assuntos que simplesmente precisam ser decorados.

Uma opção é o acróstico, uma frase formada por palavras cuja primeira letra é a dica para o que precisa ser lembrado. Se você quer gravar, por exemplo, os nomes das capacitais do Brasil São Paulo, Palmas, Belém e Curitiba, por exemplo, pode usar a frase “Seu Pai Bebe Café”. Outro instrumento é o acrônimo, uma palavra formada por letras que representam outras palavras, como a ferramenta de gestão CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude).

Seja qual for, a tática mnemônica deve ser usada quando existe a necessidade de gravar conteúdos sequenciais e sem qualquer relação lógica entre si. É uma opção interessante para gravar nomes ou números de leis, por exemplo.

7. Simulações cronometradas

Por fim, chegamos a última técnica, que é a simulação cronometrada. Tenha em mente que colocar os seus conhecimentos à prova é uma etapa fundamental na preparação para qualquer exame. No caso de um concurso público, por exemplo, é preciso recuperar provas de anos anteriores e resolvê-las com o cronômetro ao lado.

O exame deve ser resolvido exatamente como seria na situação real. Quanto mais você se familiarizar com as condições da prova, inclusive a duração dela, maiores as suas chances de aprovação.

Os simulados também são essenciais para se acostumar ao estilo das questões. É a melhor forma de aprimorar a sua técnica de interpretação e não ter surpresas diante da linguagem da banca examinadora, no caso de concursos.

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