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Política - Israel e Palestina

Postada em 01/04/2019 ás 18h34

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Ibrahim Alzeben diz que abertura de escritório é 'passo desnecessário'
Embaixador afirmou que ainda tem esperança de que decisão do governo brasileiro seja 'revista'
Ibrahim Alzeben diz que abertura de escritório é 'passo desnecessário'

O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben — Foto: Isabella Formiga, G1

Embaixador da Palestina diz que abertura de escritório em Jerusalém é 'passo desnecessário'

Ibrahim Alzeben afirmou que ainda tem esperança de que decisão do governo brasileiro seja 'revista'. Segundo ele, embaixadores árabes solicitaram audiência com presidente Jair Bolsonaro.

O embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Alzeben, classificou nesta segunda-feira (1º) de "passo desnecessário" a decisão do presidente Jair Bolsonaro de abrir um escritório de negócios em Jerusalém.

O diplomata afirmou que os embaixadores de países árabes pediram, há cerca de 10 dias, uma audiência com Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo. Como ainda não obtiveram resposta por parte do governo brasileiro, os representantes das nações árabes pretendem reforçar o pedido quando o presidente retornar do Oriente Médio.

Neste domingo (31), no primeiro dia da visita oficial a Israel, Bolsonaro anunciou a abertura de um escritório comercial do governo brasileiro em Jerusalém, cidade considerada sagrada por cristãos, judeus e muçulmanos e que não é reconhecida internacionalmente como capital israelense.

O que faz de Jerusalém uma cidade tão sagrada e disputada

Bolsonaro anuncia criação de escritório de negócios em Jerusalém

A abertura do escritório em Jerusalém é uma saída diplomática para o embaraço gerado com países árabes após o presidente ter manifestado publicamente, logo após ser eleito, a intenção de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que fez o presidente norte-americano Donald Trump.

O eventual reconhecimento por parte do governo brasileiro de Jerusalém como capital de Israel, e também a eventual mudança da embaixada, suscitou o receio de retaliações comerciais de países árabes, grandes compradores de carne bovina e de frango do Brasil.

O recuo de Bolsonaro em relação à transferência da embaixada se deu após ponderações da ala militar do governo e de ruralistas de que a medida poderia gerar um prejuízo bilionário para a economia brasileira.

Convocação do embaixador

Após o anúncio da instalação da repartição comercial, a Autoridade Palestina condenou a decisão do governo brasileiro e anunciou que vai chamar de volta ao Oriente Médio o embaixador no Brasil para consultas, o que no protocolo diplomático significa uma grande insatisfação e reprovação por parte do governo palestino.

"[Bolsonaro] está mexendo com um assunto delicado, conflitivo", disse o diplomata da Palestina.

"Interferir nisso será inoportuno. Não por parte só do Brasil, de qualquer país. Deixem as duas partes se entenderem”, complementou Ibrahim Alzeben.

O representante da Palestina no Brasil ressaltou que ainda tem esperança de que a decisão "seja revista" pelo governo brasileiro. Segundo ele, o Brasil deve "aceitar chantagens e pressões", nem do lado palestino nem do israelense.

O diplomata enfatizou que ainda não recebeu nenhuma convocação oficial para voltar à Palestina. "Estão aguardando desdobramento de toda a visita. Melhor esperar um pouco e deixarmos para nossa liderança tomar a decisão, se é necessário efetivar esse passo ou recuar", ponderou.

Audiência com Bolsonaro

Embaixadores de países árabes querem se reunir com o Bolsonaro

Diplomata mais antigo do conselho de embaixadores árabes que atuam no Brasil, Ibrahim Alzeben disse que ele e outros representantes de nações vizinhas a Israel querem aproveitar a reunião solicitada a Bolsonaro para cumprimentar o presidente brasileiro pela posse e, "seguramente", tratar de temas de interesse dos países do Oriente Médio.

"A ideia principal era cumprimentar o presidente e felicitá-lo pela posse, porque ele se reuniu com vários embaixadores. Seria, neste caso, oportuno também se reunir com o grupo árabe. Seguramente, para tocar temas também de interesse [dos países árabes] e expressarmos o nosso interesse em mantermos as melhores relações com o Brasil."

O embaixador destacou que Bolsonaro recebeu um convite para aproveitar a viagem a Israel para também visitar a Palestina, a exemplo do que fez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.

"Lamentavelmente, [Bolsonaro] não aproveitou a oportunidade de fazer as duas [visitas] ao mesmo tempo, mas entendemos as questões de agenda”, disse o diplomata palestino.

 

Fonte: g1

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