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Major Elizete
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Oficial superior da PMPI, especialista em Políticas Sobre Drogas, em Direito Civil e Processo Civil, em Docência do Ensino Superior e em Gestão de Segurança Pública. Doutoranda em Direito. Professora e palestrante. @majorelizete
Política Campanhas
02/04/2019 11h41 Atualizada há 2 anos
Por: Oficial Major Elizete

O que vale é o “vento"

No piauiês, a expressão “o que vale é o vento” significa que quem manda é o dinheiro. E, infelizmente, nas eleições de 2018 essa frase caiu como uma luva.

Os anos se passam e cada vez mais as estratégias para conseguir um lugar no legislativo ou em um cargo majoritário ficam mais audaciosas (e até cruéis!); mas, o que mais se ouviu falar na última campanha foi das cifras gigantescas que alguns políticos gastaram.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Dizem que alguns candidatos venderam bens e pegaram dinheiro de agiotas, gastando umas cem vezes mais do que o valor que receberiam em quatro anos de mandato (se recebessem só que lhes é devido, legalmente!). Pode-se dizer que “venderam a alma ao diabo”, para comprar a cadeira.

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Nas campanhas, esses candidatos que estão dispostos a, literalmente, tudo para elegerem-se, prometem chuva ou sol, ao gosto dos que lhes ouvem; podem ser a favor ou contra qualquer assunto polêmico, dependendo da plateia, por exemplo. Suas palavras soam bem aos ouvidos de pobres desvalidos de esperança de dias melhores.

Na verdade, pouco importa o que esses políticos falam na reuniões… porque, na maioria esmagadora das vezes, o discurso é feito para assistentes remunerados para se fazerem presentes ao ato; alguns, sequer assimilam uma única frase, uma vez embriagados pelas bebidas “gratuitas" ou mesmo pela paixão partidária que lhes empurra goela a baixo qualquer “salvador”.

Em 2018, embora a legislação eleitoral proibisse, para que o povo participasse das reuniões com alguns candidatos, as lideranças atraiam-no com sorteios de utensílios domésticos, como liquidificadores, ventiladores…  Infelizmente, ninguém denunciou ao Ministério Público e sequer um procedimento investigatório fora deflagrado.

Daí, passada a eleiçao, as palavras foram-se com o vento. Doravante, o que importa mesmo é o interesse próprio do eleito. Trocando em miúdos, o que interessa são quais vantagens pessoais (e para os mais próximos) aquele cargo conquistado, ou melhor, comprado, pode proporcionar.

O eleitor? Ah! Esse vendeu o direito de exigir qualquer coisa. Agora, ele é apenas um peão do jogo de xadrez que será novamente posto no tabuleiro quando uma nova partida recomeçar… no eterno ciclo vicioso da política piauiense, porque aqui “o que vale é o vento!"

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