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Política - Chefe da Casa Civil

Postada em 03/04/2019 ás 13h07

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Onyx diz que Bolsonaro se reunirá com partidos para 'abrir as portas'
Onyx:diálogo com as siglas mira aprovação da reforma da Previdência
Onyx diz que Bolsonaro se reunirá com partidos para 'abrir as portas'

O ministro Onyx Lorenzoni disse que essa fase de tensão com Maia já passou

Onyx diz que Bolsonaro se reunirá com partidos para 'abrir as portas' e construir a base aliada

Ministro da Casa Civil afirmou que diálogo com as siglas mira aprovação da reforma da Previdência. Nesta quinta-feira, Bolsonaro vai se reunir com dirigentes de seis partidos.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse nesta quarta-feira (3) que o tom da série de encontros que o presidente Jair Bolsonaro terá com presidentes de diversos partidos a partir desta quinta (4) será o de “dialogar, convidar e abrir as portas” para que integrem a base aliada.

Nesta quinta, Bolsonaro irá receber os dirigentes do PRB, PSD, PSDB, PP, DEM e MDB. Na semana que vem, serão outros cinco partidos, entre eles PSL, SD, PR e Podemos.

Onyx explicou que a conversa com os presidentes partidários será sobre apoio à reforma da Previdência. A proposta de mudanças nas regras de aposentadoria é considerada prioritária pela equipe econômica para equilibrar as contas públicas.

“Vai ser o tom de convidá-los – a instituição partidária – para que participem desse esforço de construção do entendimento na busca de poder ter a nova Previdência aprovada, que o Brasil encontre o equilíbrio fiscal”, afirmou Onyx após participar de uma reunião com a cúpula do DEM.

Na madrugada (horário de Brasília), antes de voltar de viagem oficial a Israel, Bolsonaro disse que vai "pegar pesado" na a provação da reforma.

Onyx foi questionado se haverá um convite oficial aos partidos para que integrem a base, respondeu que, primeiro, é preciso "dialogar, convidar e abrir a porta".

“Para que tenhamos uma base constituída, a gente precisa dialogar, convidar e abrir a porta. É o que estamos fazendo: abrindo a porta para a construção dessa base que vai se expressar lá na votação da nova Previdência, em junho”, respondeu.

Sobre se houve demora nessa aproximação do Executivo com os partidos, Onyx ponderou que é preciso ter “tempo, paciência e diálogo”.

“Tem que ter tempo, paciência e diálogo. Nós estamos disputando uma maratona pelo crescimento do Brasil. Maratona de quatro anos, em que nós vamos ter a responsabilidade – volto a dizer, nós não recebemos uma procuração em branco da sociedade brasileira – a responsabilidade, como o presidente Bolsonaro sempre diz, é de todos nós”, disse.

Também presente à reunião do DEM, o presidente nacional do partido, ACM Neto, disse que irá para o almoço com Bolsonaro "para ouvir" e que eventual entrada do partido na base governista dependerá de uma decisão da Executiva Nacional.

"Não vamos poder oficializar apoio ao governo sem decidir na Executiva", afirmou.

Acrescentou ainda que deixou "claro que não íamos entrar em negociação de cargos" e que irá "tratar com o presidente da agenda do país".

Ele ponderou que é preciso "entender que tipo de base" o governo pretende ter. "Talvez não queira ter uma base formal”, afirmou.

Além de ACM Neto e Onyx, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), também participará do almoço com Bolsonaro. Não é esperada a presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Aproximação entre Maia e Bolsonaro

A sinalização do presidente Jair Bolsonaro de que está disposto a se aproximar do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após os atritos nas últimas semanas, foi vista com bons olhos pelo presidente do Senado, que também participou da reunião partidária.

Antes de embarcar de volta ao Brasil de uma viagem a Israel, Bolsonaro afirmou que o governador de São Paulo, João Doria, estava articulando um jantar com Maia nesta sexta-feira (5), mas não confirmou em razão de estar preocupado com a sua saúde.

Segundo Alcolumbre, é "natural as instituições conversarem" e que a atitude de Bolsonaro representa "um gesto na busca do diálogo".

O ministro Onyx Lorenzoni disse que essa fase de tensão com Maia já passou e citou a expressão usada por Bolsonaro de que a troca de farpas entre os dois se tratou de uma "chuva de verão".

"Lembra o que ele [Bolsonaro] falou? Chuva de verão. Chuva de verão passa. Isso passou. Estamos num ouro momento agora, momento de construção a favor do Brasil", disse.

De acordo com Onyx, o jantar entre Maia e Bolsonaro não será "com certeza" nesta semana ou no fim de semana e que a data deverá ser conversada nesta quinta com ACM.

Fonte: Estadão Conteúdo

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