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Política - Hamilton Mourão

Postada em 06/04/2019 ás 20h33 - atualizada em 07/04/2019 ás 21h17

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Mourão diz que Bolsonaro sabe que precisa abrir mão de discurso polarizado
O presidente foi aconselhado a deixar de governar para poucos
Mourão diz que Bolsonaro sabe que precisa abrir mão de discurso polarizado

Vice afirmou que o presidente foi aconselhado a deixar de governar para poucos; tendência é de que isso aconteça - O vice-presidente Hamilton Mourão Foto: FABIO MOTTA / ESTADÃO

Mourão diz que Bolsonaro sabe que precisa abrir mão de discurso polarizado

Vice afirmou que o presidente foi aconselhado a deixar de governar para poucos; tendência é de que isso aconteça

Em evento privado em Boston, nos Estados Unidos, o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que o presidente Jair Bolsonaro está ciente de que é preciso deixar de lado discursos extremados e polarizados. Segundo três fontes presentes no encontro, Mourão defendeu que o governo não caia em tentativas de polarização pela oposição.

Confrontado por presentes no encontro se não era o próprio presidente quem adotava uma retórica polarizada, Mourão disse que Bolsonaro foi aconselhado por seu entorno a deixar de governar para poucos e a tendência atual é de que isso aconteça.

Articulação com o Congresso

Em entrevista a jornalistas, Mourão afirmou que Bolsonaro adotou uma nova linha de atuação com o Congresso para tentar aprovar a reforma da Previdência e definiu o 'apagão' na articulação política como um processo de ensaio e erro. “Isso faz parte do jogo político, é um processo de ensaio e erro realmente. Ou a gente se rende àquela coalizão que era feita antigamente, e o presidente não quer fazer isso, ou tentamos novas formas e é dessa maneira”, disse.

Segundo Mourão, o presidente chegou à conclusão que a tentativa de negociar com as bancadas não funcionou e agora “partiu para uma outra linha de ação”. “Vamos tentar o diálogo com os diferentes partidos”, afirmou o vice-presidente. Ele minimizou os problemas e disse que isso é uma consequência pelo fato de o governo não ter base no Congresso logo após as eleições.

“O presidente não construiu base como a gente estava acostumado a ver nos governos anteriores. A nossa base era muito frágil. O PSL, como disse o Santos Cruz, era um partido das redes sociais. O meu partido PRTB é pequeno, não conseguiu eleger ninguém. Não tínhamos base”, afirmou.

Crise na Venezuela

Outro tema do encontro foi a crise na Venezuela. Mourão foi crítico à insistência dos Estados Unidos para entrada de ajuda humanitária no país vizinho. Os EUA e a comunidade internacional esperavam que a entrada de ajuda humanitária antecipasse o fim do regime de Nicolás Maduro, o que não aconteceu.

Mourão

Para Mourão, o processo foi mal gerido e mal executado, segundo fontes presentes no encontro. Os militares rechaçam a possibilidade de qualquer apoio brasileiro a uma eventual decisão dos EUA de intervenção militar na Venezuela. Mourão afirmou aos presentes que o papel do Brasil não é de pressão econômica – algo que, segundo ele, só cabe aos Estados Unidos fazer. Os EUA têm adotado sanções econômicas contra integrantes do governo de Maduro.

Para o vice-presidente, os países da América Latina demoraram demais a forçar pelas vias diplomáticas uma transição democrática na Venezuela. Ele reforçou que o Brasil seguirá na pressão diplomática.

Mourão foi acompanhado no almoço pelo ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Santos Cruz. Ao falar sobre a reforma da Previdência, Santos Cruz afirmou que a bola agora está com o Congresso, segundo as fontes presentes. O governo Bolsonaro vem sendo criticado por não fazer a articulação necessária para reunir os 308 votos suficentes para fazer sair do papel o projeto.

 

Fonte: Estadão

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