Domingo, 13 de outubro de 2019
(86) 98111-9939
Receba notícias pelo WhatsApp WhatsApp
Equatorial - Energia
[email protected]
(61) 98191-9906
FOCO NA POLÍTICA - Direto de Brasília

FOCO NA POLÍTICA - Direto de Brasília

Jornalista Milton Atanazio Jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX e Publisher da BrazilianNEWS.

[email protected]

(61) 98191-9906

Política - Artigo

Postada em 06/04/2019 ás 21h18 - atualizada em 07/04/2019 ás 18h28

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Artigo - A semana que passou...
Celebração do golpe de 64; a corda bamba do ministro Vélez da Educação; a viagem para Israel.E mais
Artigo - A semana que passou...

Celebração do golpe de 64; a corda bamba do ministro Vélez da Educação; a viagem para Israel de Bolsonaro; a ida de Paulo Guedes a CCJ, na Câmara Federal; a proposta de capitalização da Reforma da Previdência. E mais...

Artigo

A semana que passou...

Por Milton Atanazio

Celebração do golpe de 64; a corda bamba do ministro Vélez da Educação; a viagem para Israel de Bolsonaro; a ida de Paulo Guedes a CCJ, na Câmara Federal; a proposta de capitalização da Reforma da Previdência e as declarações de Alcalumbre sobre a conversa com os políticos. Isso e muito mais...

No geral, a decisão do governo de defender que não houve golpe em 1964 gerou desgastes desnecessários e uma série de manifestações pelo país no domingo (31), início da ditadura militar há 55 anos. A ordem para celebrar o golpe foi inédita nos últimos 20 anos.

Enquanto a corrosão acontecia nas cidades, nos quartéis mesmo, não houve nada de grandioso. Os militares preferiram a leitura da ordem do dia que aconteceu ainda na semana passada. Alguns chegaram a comentar que não ficaram confortáveis com esse movimento que levou o país a reviver o clima de divisão.

Na Educação, o ministro Vélez Rodriguez manteve o assunto nas páginas dos jornais. Em uma entrevista ao jornal Valor Econômico, o chefe da pasta disse que iria determinar uma revisão dos acontecimentos de 1964 a 1985, período que durou o regime militar, nos livros de história dos estudantes brasileiros. A decisão tende a ser também um ponto de desgaste.

A sua cabeça provavelmente irá à guilhotina, não por isso, mas pela sua ineficiente atuação como gestor da Educação. Vélez diz que não vai entregar o cargo de ministro, mas Bolsonaro já deu uma declaração indicando que pode demiti-lo na segunda-feira (8). A conferir na próxima semana.

Outro fato importante da semana foi a viagem do presidente Jair Bolsonaro para Israel, que também gerou algumas controvérsias. O anúncio da abertura de um escritório de negócios em Jerusalém, em vez da prometida transferência da embaixada brasileira de sua atual sede, provocou reações nos quatro cantos. Conseguiu desagradar pelo menos 4 protagonistas importantes: Israel, que esperava o anúncio da transferência da embaixada, como fez o presidente americano Donald Trump; Os Palestinos que reivindicam Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado, mas também países islâmicos – e não apenas do mundo árabe – que são parceiros comerciais importantes para a exportação brasileira de carne bovina e de frango. O Brasil conquistou ao longo de anos um mercado poderoso de exportação de carne bovina e de frango para esses países – um negócio maior que US$ 3 bilhões por ano e corre risco de boicote, com a mudança da embaixada.

A bancada ruralista, com forte reação, que teme perder gradualmente esse mercado, e o alerta da ala militar do governo fizeram o governo recuar da promessa inicial do presidente.

Um crítico público da mudança foi o próprio vice-presidente Hamilton Mourão. A avaliação reservada de militares é que o Brasil não pode perder a condição de país neutro no Oriente Médio. Caso contrário, pode virar rota do extremismo religioso já presente em vários países do mundo.

A solução salomônica, portanto, não foi uma boa. Continua com o abacaxi e o nó para desatar. Foi mal.

A ida do ministro da Economia Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça e os momentos de tensão que ocorreram, mostraram a frágil atuação da base parlamentar do governo. Nas primeiras duas horas a oposição interrogou o ministro praticamente sozinha. A ausência do “Centrão” na defesa do projeto também foi percebida.

O presidente admitiu a possibilidade de retirar a proposta de capitalização da reforma da Previdência caso a reação do Congresso à iniciativa seja negativa. Durante café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (5), Bolsonaro disse que "se tiver reação grande", admite retirar a capitalização da proposta. "Alguma coisa vai tirar, tenho consciência disso", destacou o presidente.

No mesmo dia em que admitiu a possibilidade, o ministro Paulo Guedes (Economia) defendeu a capitalização e afirmou que o novo sistema tem potencial para gerar milhões de empregos e diminuir os encargos trabalhistas. Pela proposta de Guedes, os empregadores deixariam de contribuir via Folha de pagamento, como é atualmente, e haveria aportes individuais para cada trabalhador e desoneração dramática dos encargos trabalhistas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se manifestou durante fórum do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em Campos do Jordão (SP), afirmando que o presidente Jair Bolsonaro acertou ao começar a conversar com dirigentes partidários e que o chefe do Planalto precisa liderar a articulação do governo para aprovar a proposta da nova Previdência.

Para Alcolumbre, a rodada de conversas do presidente com os partidos - realizada na quinta - "é o único caminho que nós teríamos para termos o apoio dos parlamentares para dialogar e para debater essa reforma", afirmou. Foi mais feliz ainda na frase que disse, resumindo o momento político e a conversa com os políticos. "Ele precisa ouvir as lideranças políticas, precisa ouvir os presidentes de partidos, não se trata de ouvir a velha ou a nova política, se trata de ouvir a política", finalizou Alcolumbre.

Um fato da semana, no mínimo curioso, que chama a atenção: vários processos contra políticos começaram a ser encaminhados para a Justiça eleitoral por conta da decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) de que crimes comuns que tenham conexão com crimes eleitorais devem ser enviados para a Justiça Eleitoral. Curiosidade: dos mais de 16 mil detentos do DF nenhum foi preso por decisão da Justiça Eleitoral.

Vamos aguardar a próxima. Teremos um evento de prefeitos e vereadores de grande expectativa em Brasília.

 

Fonte: Milton Atanazio

O conteúdo divulgado aqui neste espaço através de fotos, textos, vídeos e/ou opiniões são de inteira responsabilidade de seus autores. O conteúdo divulgado não expressa e não mantém nenhuma relação com a linha editorial e a visão do PortalR10.
R10 no Facebook:
imprimir
Veja também
Jornal Portal R10
Últimas
Mais lidas da semana
TV R10
Municípios
© Copyright 2019 - Portal R10 - Todos os direitos reservados
R10 TV Municípios Colunas Anuncie Fale conosco
Site desenvolvido pela Lenium