Segunda, 16 de dezembro de 2019
(86) 98111-9939
Receba notícias pelo WhatsApp WhatsApp
Nova Comunicação 1
[email protected]
(61) 98191-9906
FOCO NA POLÍTICA - Direto de Brasília

FOCO NA POLÍTICA - Direto de Brasília

Jornalista Milton Atanazio Jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX e Publisher da BrazilianNEWS.

[email protected]

(61) 98191-9906

Política - Lula

Postada em 04/05/2019 ás 07h57

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Lula diz pela primeira vez que pretende pedir progressão de regime de pena
O ex-presidente falou que quer passar do regime fechado para o semiaberto
Lula diz pela primeira vez que pretende pedir progressão de regime de pena

Em setembro, Lula completa um sexto da pena (Foto-arquivo)

Lula diz pela primeira vez que pretende pedir progressão de regime de pena

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (3) ao jornalista Kennedy Alencar, o ex-presidente falou que quer passar do regime fechado para o semiaberto.

Em entrevista, Lula diz que pretende pedir progressão de regime da pena

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (3) ao jornalista Kennedy Alencar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, pela primeira vez, que pretende pedir progressão de regime da pena que cumpre por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Ele quer passar do regime fechado para o semiaberto.

Em setembro, Lula completa um sexto da pena. No mês passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena de 12 anos e 1 mês de prisão, estabelecida em 2ª instância, para 8 anos e 10 eses.

Na entrevista, Lula ressalva que pedirá a progressão, mas que continuará lutando na Justiça para provar sua inocência.

A condenação no caso do triplex

Em 12 de julho de 2017, Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá. A sentença, em primeira instância, foi dada pelo então juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, que condenou o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em janeiro de 2018, a condenação foi confirmada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), tribunal de segunda instância, que aumentou a pena para 12 anos e 1 mês de prisão.

No entendimento de Moro e dos três desembargadores da Turma, Lula recebeu da OAS o apartamento triplex em troca de contratos fechados pela empreiteira com a Petrobras.

Depois disso, em abril do ano passado, o ex-presidente foi preso em São Paulo e levado à sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre pena desde então.

No último dia 24 de abril, na terceira instância, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a condenação de Lula mas reduzir a pena para 8 anos, 10 meses e 20 de reclusão.

O que pode acontecer após a redução da pena no STJ

Um preso tem direito a reivindicar progressão para o regime semiaberto depois de cumprir um sexto da pena, desde que tenha bom comportamento.

Com essa decisão da 5ª Turma do STJ, Lula terá de cumprir 17 meses para reivindicar a transferência para o semiaberto, regime pelo qual é possível deixar a cadeia durante o dia para trabalhar.

Como o ex-presidente já cumpriu cerca de 13 meses em Curitiba, faltariam quatro meses. A leitura na prisão, por exemplo, pode contribuir para reduzir ainda mais os dias de reclusão.

O que pode mudar esse cenário é um outro processo relativo à Operação Lava Jato ao qual Lula responde: o do sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Neste, ele foi condenado em fevereiro pela juíza substituta Gabriela Hardt a 12 anos e 11 meses, também por corrupção e lavagem de dinheiro.

Esse processo ainda não foi encaminhado à segunda instância, no TRF-4. Se a condenação for confirmada, o ex-presidente pode ser mantido em regime fechado – o tempo adicional seria determinado em eventual sentença do tribunal.

O caso do sítio em Atibaia

De acordo com o Ministério Público Federal, Lula recebeu propina do Grupo Schahin, de José Carlos Bumlai, e das empreiteiras OAS e Odebrecht por meio da reforma e decoração no sítio Santa Bárbara, que o ex-presidente frequentava com a família. Outras 12 pessoas foram condenadas no processo.

O MPF afirma que a Odebrecht e a OAS custearam R$ 870 mil em reformas na propriedade. Já a Schahin fez o repasse de propina ao ex-presidente no valor de R$ 150 mil por intermédio de Bumlai, ainda conforme o MPF.

Entre os outros 12 condenados na ação, estão Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, José Adelmário Pinheiro (Léo Pinheiro), ex-presidente da OAS e Fernando Bittar, empresário e sócio de um dos filhos de Lula.

Lula ainda responde a outros seis processos em tramitação em diferentes instâncias da Justiça.

Fonte: g1

O conteúdo divulgado aqui neste espaço através de fotos, textos, vídeos e/ou opiniões são de inteira responsabilidade de seus autores. O conteúdo divulgado não expressa e não mantém nenhuma relação com a linha editorial e a visão do PortalR10.
R10 no Facebook:
imprimir
Veja também
Jornal Portal R10
Últimas
Mais lidas da semana
TV R10
Municípios
© Copyright 2019 - Portal R10 - Todos os direitos reservados
R10 TV Municípios Colunas Anuncie Fale conosco
Site desenvolvido pela Lenium