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Política - Protestos

Postada em 16/05/2019 ás 13h17

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Mourão diz que protestos não desestabilizam o governo
O vice-presidente foi questionado se as manifestações desestabilizam o governo
Mourão diz que protestos não desestabilizam o governo

Belo Horizonte (MG), protesto contra bloqueios na educação — Foto: Reprodução/TV Globo

Mourão diz que protestos não desestabilizam o governo e vê 'exploração política' Estados e Distrito Federal tiveram na quarta (15) atos contra bloqueio de recursos na educação. Mourão não vê risco de repetição de manifestações como as jornadas de junho de 2013.

O vice-presidente Hamilton Mourão, que está no exercício da Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (16) que os protestos contra bloqueios de recursos no Ministério da Educação tiveram "exploração política".

Na opinião dele, os atos não desestabilizam a gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Mourão fez os comentários durante entrevista a jornalistas, no Palácio do Planalto, no dia seguinte aos atos registrados nos 26 estados e no Distrito Federal. Ele está no exercício da Presidência em razão da viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.

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Ao fazer um balanço dos protestos, Mourão destacou que os atos são a forma da sociedade "expressar o seu desencanto com coisas que estão acontecendo", mas citou que, na sua ótica, "houve exploração política" do episódio.

"Agora, você nota que houve a exploração política, porque se o protesto era contra educação, por que tinha ‘Lula Livre’?", indagou.

"Também as centrais sindicais se aproveitando daquilo ali, porque eles têm a agenda deles em relação à cobrança do imposto sindical, que foi cortado pelo presidente Bolsonaro", acrescentou.

Reflexos das manifestações

O vice-presidente foi questionado se as manifestações desestabilizam o governo. Para ele, não há esse risco, já que os atos ocorrem de "forma tranquila".

"Não vejo isso [risco de desestabilizar o governo]. Acho que todos os protestos foram de forma tranquila, exceção o que ocorreu no Rio de Janeiro, que aparecem aqueles tradicionais infiltrados em final de atividades", declarou.

Perguntado sobre a possibilidade de uma série de manifestações, como as registradas nas jornadas de junho de 2013, Mourão avaliou que os atos de quarta-feira foram pontuais.

"Eu julgo que não, isso foi uma coisa pontual", disse.

O vice-presidente destacou que a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional terá a capacidade de acelerar a retomada da economia, com impacto na arrecadação do governo.

"A medida em que todas as decisões que o governo vai tomando, e principalmente vai ser aprovada a nova previdência, final de julho, início de agosto, vai mudar as expectativas econômicas e os recursos vão voltar para as universidades e outras áreas do governo", disse.

Bloqueio

Em abril, o Ministério da Educação (MEC) divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

De acordo com o MEC, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias, consideradas não obrigatórias, que incluem contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas.

O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo, incluindo despesas obrigatórias.

Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.

 

Fonte: g1

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