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03/06/2019 09h12 Atualizada há 2 anos
Por: Bruno Paz

Brasil mostra interesse em querer sediar Mundial de Clubes de 2021

Depois de receber a Copa do Mundo de 2014, Olimpíada de 2016 e Copa América em 2019, o Brasil quer voltar a estar no centro das atenções do planeta do futebol. Os cartolas brasileiros já indicaram à Fifa que querem sediar a primeira edição do novo Mundial de Clubes, planejada para ocorrer em 2021 com 24 times de todo o planeta e que promete ser uma mina de receita e de interesse global.

O novo formato é um projeto pessoal do presidente Gianni Infantino, que nesta semana será reeleito para mais quatro anos no comando da Fifa. Ele convenceu federações a abandonarem o atual modelo de um torneio de clubes por temporada e passar a organizar um só megaevento a cada quatro anos.

Foto:Divulgação/CBF
Foto:Divulgação/CBF

O primeiro no novo formato ocorrerá em 2021, substituindo a finada Copa das Confederações. Alguns grandes clubes europeus insistem que não querem o evento. Mas a rejeição é interpretada na Fifa apenas como um sinal de que esses grandes times querem barganhar outras vantagens em troca da organização do evento.

Pelo projeto, os europeus teriam doze dos 24 times, contra cinco para a América do Sul, além de um número específico para América do Norte, África e Ásia. Na prática, o Brasil estima que, ao atrair o torneio para o país, estará fazendo desembarcar nos estádios locais uma verdadeira Copa do Mundo.

Para o país, o Mundial seria mais uma oportunidade de dar uso aos estádios da Copa. As projeções ainda apontam que, com clubes "globais" em campo e torcedores de clubes como Barcelona, Real Madrid e Liverpool em qualquer canto do país, não seria difícil lotar todos os jogos.

Em 2000, o Brasil também recebeu um Mundial de Clubes da Fifa. Mas com um formato reduzido, poucos clubes europeus e uma promoção incipiente, o torneio viu vários dos jogos com estádios vazios.

Para 2021, o grande concorrente deve ser a China, que quer também entrar na rota dos grandes torneios mundiais antes de se apresentar para sediar a própria Copa do Mundo. Pequim, além de dar demonstrações de interesse, desembarcou com muito dinheiro na Fifa em 2018, substituindo patrocinadores que haviam desaparecido com os escândalos de corrupção da entidade em 2015.

Fonte: Uol
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