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Cidades - Litoral

Postada em 05/06/2019 ás 16h35 - atualizada em 11/06/2019 ás 16h01

Publicada por: Gilmar Araujo

Barra Grande é alvo de operação do Gaeco que investiga grilagem de terras
Luis Correia e a praia de Carnaubinha também são alvos da operação.
Barra Grande é alvo de operação do Gaeco que investiga grilagem de terras

Operação do Gaeco inclui buscas nas residências dos supostos envolvidos. Polícia suspeita formação de milícia no litoral. (Foto: G1 Piauí)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga o esquema para grilagem de terras no litoral do Piauí nas praias de Macapá, Carnaubinha e Barra Grande (município de Cajueiro da Praia). As operações foram batizadas de  “Nullius Terram” e “Sal da Terra”.

Barra Grande, município de Cajueiro da Praia e a especulação imobiliária cada vez mais crescente. (Foto: Divulgação)

O grupo envolvia empresários, advogados, policiais militares, servidores públicos e um cartório. De acordo com o promotor Rômulo Cordão, coordenador do Gaeco, a organização tomava terras de posseiros e em seguida tentava legalizar os terrenos, para então revendê-los. Os investigados são suspeitos de utilizar de violência e ameaçar até mesmo um prefeito da região.

Fluxograma que mostra como funcionava o esquema de grilagem no Litoral do Piauí (Reprodução/TV Clube)

De acordo com o promotor, o alvo do grupo eram terras próximas ao mar localizadas no litoral do Piauí, nas praias de Macapá, Carnaubinha e Barra Grande. “É um local com grande potencial turístico e exploração de energia eólica”, disse o promotor Rômulo Cordão.

Por se tratarem de terrenos bem próximos do oceanos, as terras pertencem à União. Atualmente, estas terras são ocupadas por posseiros, pessoas que moram no lugar há décadas, mas que não possuem a propriedade da terra. A organização investigada tinha a intenção de tomar esses terrenos, regularizar a posse para eles, e posteriormente revendê-las.

Cartório fazia parte do esquema

A investigação apurou que a organização tinha influência no cartório da cidade de Luís Correia, e atuava para tentar regularizar as terras depois da expulsão dos posseiros. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa de gestores do cartório durante a operação Terra Nullius.

 

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Fonte: G1 Piauí/TV Clube

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