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Saúde - Curiosidades

Postada em 07/08/2019 ás 11h00 - atualizada em 07/08/2019 ás 11h00

Publicada por: Gustavo Miranda

Conheça 5 descobertas surpreendentes sobre colesterol
Substância gordurosa naturalmente presente na membrana das células.
Conheça 5 descobertas surpreendentes sobre colesterol

Foto: Divulgação/Alunos Online/Uol

O colesterol é um tipo de lipídio que, em excesso na corrente sanguínea, é considerado o vilão na cena das temidas doenças cardiovasculares, que ainda hoje matam uma pessoa a cada 40 segundos no Brasil. Trata-se de uma substância gordurosa naturalmente presente na membrana das células de todo o organismo, mas que se não for controlado pode ser danoso e comprometer a saúde.

A maior parte do colesterol é sintetizada no fígado e é transportada no sangue por proteínas especiais, as “lipoproteínas”. Elas são encarregadas da distribuição deste colesterol por todas as células do corpo. As mais imporantes são o LDL e o HDL. 

“O LDL – conhecido como colesterol ruim – leva este nome porque deposita o excesso de colesterol na parede das artérias, provocando a formação de placas gordurosas que estreitam os vasos e podem impedir a circulação do sangue. Estas placas de ateriosclerose podem localizar-se nas artérias que nutrem o coração, as coronárias, dificultando a circulação do sangue. Este quadro pode levar à isquemia do músculo cardíaco, ou seja, ao sofrimento do coração por falta de sangue e oxigenação adequada”, explica Dr. Marcelo Sampaio, cardiologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Ele complementa que a isquemia pode provocar dor no peito (angina) e um coágulo formado na região da placa, bloqueando completamente a passagem do sangue. “É aí que ocorre o infarto”, diz o médico

No entanto, sabe-se que o colesterol é necessário ao organismo, uma vez que é essencial  para o funcionamento destas células. “O colesterol é importante para a formação de hormônios de vitamina D e até ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras da alimentação”, afirma Dr. Sampaio.

É certo que não existe substância mais perfeitamente ligada à incidência de doenças cardiovasculares quanto o colesterol. “A relação entre elas é direta e causal”, diz ele. Por isso, para reduzir o colesterol, o médico recomenda cinco medidas fundamentais: não fumar, alimentação saudável, exercitar-se, combater o estresse e manter o peso saudável.

Pesquisadores do mundo inteiro ainda estudam para desmistificar como exatamente o colesterol atua no organismo. Por isso, Dr. Marcelo listou 6 descobertas recentes e surpreendentes sobre o assunto:

1 - HDL pode não ser tão bom

A sabedoria popular diz que o HDL é o colesterol bom, enquanto o LDL é o ruim. Logo, acreditava-se que uma taxa de HDL alta no sangue significa baixo risco de desenvolver doenças no coração. Entretando, estudos recentes sugerem que não há uma relação causal; ao contrário, os níveis de HDL podem ser marcadores de outros fatores.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Medicina de Washigton mostra que os níveis altos ou baixos demais de colesterol HDL podem aumentar o risco da morte prematura de uma pessoa.

Para este estudo, os investigadores pesquisaram a função renal e níveis de colesterol HDL em mais de 1,7 milhões de homens durante 10 anos. Os pacientes com doença renal frequente tiveram os níveis mais baixos de colesterol HDL, o que pode explicar o maior risco de morte prematura. No entanto, os níveis de colesterol HDL intermediário podem aumentar a longevidade, de acordo com a pesquisa.

2 - Novas drogas estão a caminho

Quando se trata de estudar a eficácia de novas drogas para baixar o colesterol, Dr. Sampaio afirma que o mair importante é baixar a incidência de doenças. Por exemplo,  as estatinas reduzem os índices de mortalidade, especialmente em pacientes que já sofreram ataques cardíacos ou eventos similares.

O médico menciona dois tipos de drogas que hoje estão em fase de testes. A primeira delas inibe uma enzima chamada CETP, que resultou em altos níveis de HDL. O outro é uma nova classe que afeta diretamente como o corpo metaboliza o colesterol. As duas medicações estão sendo estudadas para ver não apenas como elas atuam nos níveis de colesterol, mas também como elas influenciam na redução de mortes por doenças cardíacas.

3 - Níveis de risco cardíaco podem ser afinados

O médico calcula muitos fatores para saber seu risco de doença cardíaca. Além dos níveis de colesterol, ele pode levantar seu histórico familiar, peso, pressão sanguínea, quantidade de exercícios que você pratica e se é um fumante. Por isso, saiba que os níveis de colesterol estão relacionados com outros índices. Dependendo de um conjunto de fatores, você precisará ou não de medicação.

4 - Colesterol abaixo do indicado pode estar ligado à incidência de câncer

Baixar ao máximo o nível de colesterol reduz consideravelmente o risco de problemas cardíacos, mas o preço poderia ser alto: um colesterol muito baixo poderia estar relacionado ao aumento do risco de câncer, sugere um estudo publicado na Journal of the American College of Cardiology.

Na análise, que envolveu dados sobre 40 mil pessoas, os pacientes que tomam estatinas para reduzir o colesterol apresentaram um risco de desenvolver câncer ligeiramente maior - muito embora o estudo não indique que as drogas seriam as responsáveis por esse aumento.

Se há algum elo com o aumento do risco de câncer é em relação à queda do colesterol. De qualquer forma, os próprios autores dizem que é uma geração de hipóteses, que não têm como afirmar que o colesterol baixo aumenta risco de desenvolver câncer.

5 - Testes de colesterol sem exame de sangue

Esta é uma possibilidade para o futuro. Trata-se de um novo método, que vem sendo desenvolvido por pesquisadores na India, capaz de usar uma foto da parte de trás da mão pra detectar o nível de colesterol.

De acordo com o estudo, isso é possível porque o colesterol é acumulado nas dobras dos dedos. Por isso, as fotografias são inseridas em um programa de computador que as compara com um banco de dados de imagens, as associando com os níveis de colesterol conhecido.

Por enquanto, o teste ainda não pode substituir o exame de sangue completo. Mas já é uma ferramenta útil para testar populações a um custo mais baixo do que os métodos tradicionais.

Fonte: Instituto Lado a Lado pela Vida

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