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Política - Internacional

Postada em 20/08/2019 ás 16h46 - atualizada em 20/08/2019 ás 16h54

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Paquistão e Caxemira: Os últimos acontecimentos
O embaixador da República Islâmica do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib, reuniu...
Paquistão e Caxemira: Os últimos acontecimentos

Jornalistas no encontro com o embaixador da República Islâmica do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib - Foto: Divulgação

O embaixador da República Islâmica do Paquistão no Brasil, Sr. Najm us Saqib, reuniu no último sábado (16) um grupo seleto de jornalistas que cobrem a área internacional, para uma conversa, seguida de um almoço.

Esclareceu os acontecimentos vividos nas últimas semanas, que envolve o seu país, na região da Caxemira, dando conhecimento da realidade dos fatos na região.

Segundo o embaixador, “ O Paquistão é um país de paz e não quer guerra com qualquer país do mundo. Conta sobre as 14 ou 15 milhões de pessoas que vivem atualmente na Caxemira e relata que estão tendo todos os direitos humanos violados. Anteontem (13) a parte de Segurança das Nações Unidas se reuniram e disseram que essa tensão tem de acabar”, manifesta.

“O Paquistão quer que este problema seja resolvido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Esse Conselho tem 11 resoluções sobre a Caxemira e todos passaram com unanimidade, inclusive com participação do Brasil. Agora eles querem fazer um plebiscito ou referendum para a população de Caxemira decidir se querem ficar na parte da Índia ou do Paquistão. Mas a Índia não está permitindo que o mundo tenha este referendum. Como eles são países maiores e com mais armamentos, eles ocuparam essa área à força”, revela.

“De acordo com o plano de Paquistão e Índia desde 1947, a Caxemira faria parte do Paquistão.Essa partição era baseada pela revisão: muçulmanos fariam parte da parte do Paquistão e os Hindus, parte da Índia. 98% da população de Caxemira é muçulmana”, divulga.

“O mundo está vendo a situação e deveriam aprender mais sobre o assunto a fundo e que a população está sendo dizimada. Mulheres estupradas, crianças mortas. Violação total dos direitos, apenas matam as pessoas. O território bloqueado ninguém consegue entrar. Bloqueio total para impedir que o resto do mundo veja o que está acontecendo. É uma catástrofe humana. É um desastre para a humanidade. Gostaria de deixar claro para as pessoas que têm discernimento da real situação do que está acontecendo lá na Caxemira ”, finaliza o embaixador.

Histórico

A Caxemira representa um dos mais importantes conflitos da atualidade que envolve diferenças étnicas e disputas pela divisão de fronteiras nacionais.  Até 1947, no período anterior à independência da Índia e da fragmentação do território indiano, seus 220 mil km2 (aproximadamente a área do estado brasileiro do Piauí) estiveram sob o domínio do Marajá Hari Singh Bahadur, sendo composta dos territórios de Jammu, Caxemira, Ladakh, Aksai Chin, Gilgit, e Baltisan Partition. No entanto, com as transformações que ocorreram após a 2ª Guerra Mundial, esse território foi dividido entre Índia, Paquistão e China.

A Índia ganhou o controle de Jammu, Caxemira e Ladakh. O Paquistão tomou o controle de Gilgit, Baltisan, e a parte ocidental da Caxemira.  Atualmente, o estado indiano formado por Jammu, Caxemira e Ladakh é oficialmente chamado Jammu e Caxemira, equivalendo a 141.338 km2 da área total. O Paquistão detém 85.846 km2 e a China possui uma área relativamente menor, com 37.555 km2. O termo Caxemira geralmente é empregado para se referir a toda a região, contendo todas as três áreas.

Partição sangrenta (1947): Os dois vizinhos compartilham um relacionamento tenso desde que os britânicos dividiram o subcontinente indiano em um Estado secular, mas principalmente hindu (a Índia) e um de maioria muçulmana (o Paquistão). A divisão provocou tumultos e violência entre comunidades em toda a região e gerou uma das maiores migrações humanas da história.

A escalada do conflito na Caxemira (1947-48): A Índia e o Paquistão já nutriam uma disputa acirrada pela Caxemira – um reino de maioria muçulmana governado por um marajá hindu –, mesmo antes da independência dos dois países do Reino Unido. Mas a briga se intensificou depois que o governante da Caxemira, Hari Singh, aceitou uma anexação à Índia em troca da ajuda de Nova Déli para reagir a ataques de um exército de membros tribais paquistaneses. Os acontecimentos levaram à primeira Guerra Indo-Paquistanesa sobre a Caxemira.

Resolução da ONU (1948): A Índia levou a disputa sobre a Caxemira ao Conselho de Segurança da ONU, que aprovou uma resolução pedindo um referendo para decidir o status da região. Mas o Conselho de Segurança condicionou o referendo à retirada das tropas paquistanesas e à redução da presença militar indiana no território. A guerra terminou com um cessar-fogo mediado pela ONU, mas o Paquistão se recusou a retirar suas tropas. A linha de cessar-fogo dividiu na prática a Caxemira, com ambos os lados controlando partes do antigo reino, mas reivindicando-o em sua totalidade.

Duas semanas

Tensão volta a crescer na região disputada por Índia e Paquistão. Pelo menos 4.000 pessoas foram detidas na parte indiana da Caxemira desde a revogação da autonomia deste território, por parte de Nova Délhi, há duas semanas, diante do temor de grandes manifestações. Estas pessoas foram detidas em virtude da lei de Segurança Pública.

Bastante polêmica, esta lei permite às autoridades indianas manter uma pessoa detida por até dois anos sem acusações contra ela e sem ser submetida ao devido processo legal.

Sobre a controversa lei, o embaixador Paquistanês opina “Uma injustiça enorme para o povo que vive na Caxemira. ”, esclarece. Em seguida, colocou a embaixada à disposição para as informações que fossem solicitadas.

Perguntado sobre o que a imprensapoderia fazer para ajudar, o embaixador Najm us Saqib pediu que fossempublicadas a verdade. Somente a verdade, finalizou.

Fotos: Divulgação

 

Fonte: MIlton Atanazio

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