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Internacional - Epidemia

Postada em 06/09/2019 ás 09h43 - atualizada em 06/09/2019 ás 09h45

Publicada por: Bruna Sampaio

China registra em um mês 21 mil novos casos de hepatite C
Os infectados não têm acesso aos medicamentos.
China registra em um mês 21 mil novos casos de hepatite C

Foto: reprodução

A China enfrenta nova epidemia de hepatite C. Só em junho, foram identificados 21.419 novos casos. Apesar de existir cura para 90% dos casos, os infectados não têm acesso aos medicamentos.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção da Doença da China, no ano passado o país registou 219.375 novos casos de hepatite C, mais 43% do que em 2010. A China é o país que enfrenta enfrentar a maior crise da doença atualmente.

A doença infeciosa, que pode provocar cirrose, câncer de  fígado ou morte prematura, tem atingido particularmente as zonas rurais - cerca de 8,9 milhões de pessoas no total, ou seja, 0,6% da população.

Apesar de existir cura para 90% dos casos, os medicamentos não são cobertos pelo seguro médico básico da China, o que impossibilita o acesso pela maioria da população.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a China é o país responsável por mais de metade das mortes anuais por câncer de fígado (causado pela hepatite C) no mundo.

A transmissão da doença, por norma, ocorre da partilha de agulhas durante a utilização de drogas. O aumento do consumo de “crystal methamphetamin”, um dos principais narcóticos em circulação na China, tem contribuído em larga escala para o aumento do número de novas infeções, segundo as Nações Unidas.

Em Yi, uma das regiões da província de Sichuan, 2,8% da população têm hepatite C, quase cinco vezes mais do que a média nacional. Mas não é por acaso. Nessa área montanhosa é onde se localiza uma das mais importantes rotas de tráfico de droga.

Outra causa para a epidemia chinesa são as injeções médicas não esterilizadas. Em maio deste ano, 69 pacientes que se encontravam em diálise foram infectados por equipamentos não desinfetados.

Para agravar a situação, os pacientes infectados pela epidemia não estão recebendo os cuidados médicos que deviam. No ano passado, apenas 3,5% da população infectada receberam tratamento adequado, revela o Observatório Polaris.

Fonte: EBC

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