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Turismo no Piauí

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Layza Ribeiro Sou formada em Bacharelado em Turismo pela Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina - FAETE. Neste espaço vou compartilhar discussões a cerca de temas referentes ao turismo no estado do Piauí.

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Piauí - Turismo

Postada em 06/09/2019 ás 14h31 - atualizada em 06/09/2019 ás 15h30

Publicada por: Layza Ribeiro

Trilhas, cachoeiras, cânions e muito esporte te esperam no Piauí
O Estado conta com uma longa lista de atrações naturais.
Trilhas, cachoeiras, cânions e muito esporte te esperam no Piauí

Foto: Reprodução

Sabe onde está a melhor pescada amarela com molho de camarão do Brasil? No Piauí. Também é onde estão trilhas verdejantes, cânions de tirar o fôlego, um delta cheio de possibilidades para esportes de prancha e um povo especialmente hospitaleiro. Localizado no Nordeste brasileiro, entre o Ceará o Maranhão, o Estado conta com uma longa lista de atrações naturais que valem a pena ser conhecidas de perto.

Mesmo com um litoral pouco extenso (apenas 66 quilômetros de praia) e detentor da única capital nordestina (Teresina) longe da costa, o Estado reserva ótimas surpresas para quem está em busca de desafios esportivos em paisagens exuberantes. E, como bem escreveu Antonio Francisco da Costa e Silva (1885-1950), poeta e autor do hino estadual, o Piauí possui um “céu de imortal claridade” – suas aventuras serão sempre acompanhadas de um incomparável céu azul e muito calor (a temperatura média anual da capital é de 27º Celsius).

A seguir, selecionamos lugares e dicas de roteiros para você curtir ao máximo a região. Os destinos abaixo podem ser visitados isoladamente ou de uma vez só – basta se programar direito, de preferência alugando um carro para ir de um ponto a outro. Confie em nós: suas férias ficarão para sempre na memória.

CÂNION DO RIO POTI

No Piauí, as distâncias são grandes. Prepare-se para ficar algumas horas no carro: por exemplo, se estiver na capital Teresina, você terá de percorrer 236 quilômetros até chegar em Milton Brandão, uma das cidades que funcionam como porta de entrada para o cânion do rio Poty. A partir dali, o asfalto acaba para dar lugar à natureza pura. Por isso, aproveite os 50 quilômetros de terra até as margens do rio para apreciar as típicas árvores de carnaúba (“árvore que arranha”, em tupi-guarani), que roubam a cena no Nordeste brasileiro. O ideal é estar a bordo de um veículo 4×4, do contrário se corre o risco de ter de empurrar o carro em trechos mais selvagens.

Foto: Paulo Barros

No fim da estrada, passa o rio Poty, com 450 quilômetros de extensão, que nasce no Ceará e desagua no Parnaíba, entre o Piauí e o Maranhão. O “quê” de diferente fica no meio do caminho, onde o rio cruza uma grande falha geológica de milhões de anos e forma os renomados cânions do Poty. O lugar é um verdadeiro parque de diversões para os aventureiros: lá é possível pedalar e correr, tudo em singletracks, pelas margens do rio. Você ainda pode aproveitar o dia para praticar canionismo, rapel, canoagem, stand-up paddle e até psicobloc (escalada em paredões próximos à água). Para driblar o calor, dê um mergulho no rio, com direito a um visual ímpar dos paredões rochosos do cânion, que chegam a mais de 50 metros de altura.

Dica: comece o rolê bem cedo para não pegar a estrada à noite quando voltar para o hotel. Você pode passar o dia todo sem encontrar uma só pessoa e, na maioria dos trechos, não há sinal de celular, assim um carro quebrado por ali pode significar muitas horas ilhado. Se não quiser retornar para Teresina, considere percorrer mais 80 quilômetros até a cidade de Pedro Segundo.

PEDRO SEGUNDO

Conhecida como a “Suíça piauiense”, pelas temperaturas amenas que no inverno podem baixar para 15ºC, a cidade de Pedro Segundo fica na serra dos Matões, a 220 quilômetros de Teresina. Tem como singularidade a incidência de opala, uma pedra semipreciosa encontrada em apenas dois lugares do planeta, no Piauí e na Austrália. Curiosidade local: como a pedra tem bastante valor comercial, foi criada por lá a moeda opala, utilizada dentro dos limites da cidade.

Foto: Marcia Cristina/Aldeia

Reserve uns dois dias para desbravar a região. O melhor roteiro é percorrer a trilha de Trombas até o vilarejo de mesmo nome. Localizada a poucos quilômetros do centro de Pedro Segundo, o passeio dura cinco horas (ida e volta) e atravessa terrenos técnicos com pedras soltas até alcançar a comunidade sertaneja, cercada pela gigantesca serra dos Matões. Se possível, leve uma bicicleta. Afinal, é por essas bandas que passa parte da duríssima prova de mountain bike Piocerá, além de um rally de moto e de jipe, em um percurso conhecido como a Rota das Emoções.

De lá, existem duas opções para voltar a Pedro Segundo: subir a serra no estilo “escalaminhada”, de mata fechada, pelo caminho conhecido como Apertado da Hora, ou seguir até a estrada do Caranguejo. Seja qual for sua escolha, no fim do passeio, que soma cerca de 20 quilômetros, a parada no Mirante do Gritador para observar a imensidão verde é obrigatória. Pedro Segundo abriga também a cachoeira do Salto Liso, que fica a 14 quilômetros do centro da cidade. Com uma queda d’água de 35 metros de altura, atrai muitos praticantes de rapel, principalmente entre os meses de dezembro e junho, quando a quantidade de água é maior. 

PARNAÍBA

A pouco mais de 300 quilômetros de Teresina, a cidade litorânea de Parnaíba tem esse nome porque abriga parte do rio Parnaíba, o maior do Estado – possui 1.850 quilômetros de extensão e chega até o Maranhão. É nesse extremo norte do Piauí que o rio encontra o oceano Atlântico e forma o delta do Parnaíba. Visto de cima, o encontro do rio com o mar lembra o desenho da palma de uma mão, com cinco “dedos” que desembocam no Atlântico, entre o Piauí e o Maranhão, e 73 ilhas diferentes.

Foto: Casareviajar.com

De Parnaíba, partem passeios diários com barco, lanchas ou, dependendo da operadora, caiaques e stand-up paddle. Não vá sem guia, para não se perder nos igarapés ou encalhar em um banco de areia. Até chegar ao oceano, uma variedade de paisagens descortina-se para o visitante: além das ilhas isoladas, as dunas da região são atração à parte e chegam a 40 metros de altura. Reserve um tempo para admirar os caranguejos do mangue.

Entre as formações do delta, a ilha do Caju, já em terras maranhenses e a 50 quilômetros de Paraíba, é imperdível. O lugar é protegido por lei, e a permanência lá só é permitida após o turista fazer reserva na única pousada da ilha, o Refúgio Ecológico da Ilha do Caju (taxa ambiental de R$ 15 na hora da reserva e chalés a partir de R$ 180). Lá você observa o tradicional vôo dos guarás (“ave vermelha”, em tupi-guarani), um símbolo do delta.

BARRA GRANDE

Se você for ao Piauí com uns dias a mais na agenda, reserve um tempo para conhecer Barra Grande. Distante cerca de 400 quilômetros de Teresina, a praia é considerada a promessa turística do litoral piauiense. O lugar é ideal para quem quer sossego, mas não abre mão de praticar um esporte outdoor.

Foto: Divulgação/BGK

Depois de tomar o café da manhã com as deliciosas tapiocas típicas do Nordeste, siga para a praia. Já com os pés na areia, faça um passeio de stand-up paddle no mar remando sentido Barra do Rio Camarupim e aproveite para dar uma volta pelas águas do mangue. Se preferir, opte por caiaque ou ainda um barquinho de passeio (a partir de R$ 60). Aproveite os ventos fortes que duram o ano todo e a temperatura da água agradável para praticar kitesurf. As melhores condições para esse esporte ocorrem entre os meses de agosto e dezembro, quando Barra Grande se transforma em um dos polos da modalidade no país.

É possível ainda amarrar um slackline entre os altos coqueiros da praia e arriscar manobras na fita (leve o seu, pois lá não há quem alugue o equipamento). Para fechar com tudo, aprecie o Sol se por na imensidão no mar. A cor laranja do entardecer toma conta do céu para, logo em seguida, dar lugar a uma noite estreladíssima.

Fonte: Gooutside

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