Sábado, 06 de junho de 2020
86 9 9834-2372
Receba notícias pelo WhatsApp WhatsApp
Saúde - Saúde

Postada em 18/09/2019 ás 08h12

Publicada por: Bruna Sampaio

Limpeza em hospital não extermina bactérias, mostra pesquisa
Vários gêneros de bactérias foram resistentes à desinfecção.
Limpeza em hospital não extermina bactérias, mostra pesquisa

Foto: reprodução

Uma pesquisa feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), da Universidade de São Paulo (USP), mostra que a limpeza regular das UTIs adulta e neonatal do hospital não são capazes de combater as bactérias presentes no local. O estudo foi publicado em 28 de agosto em artigo na revista especializada Frontiers in Public Health.

Segundo a pesquisa, a limpeza das UTIs resultou em uma ligeira diminuição na diversidade dos micróbios. No entanto, vários gêneros de bactérias foram resistentes à desinfecção, o que sugere que elas estão bem-adaptadas ao ambiente. 

“Em geral, o procedimento de limpeza era inconsistente. Os fatores de influência potenciais da limpeza insatisfatória incluem baixa eficiência do biocida usado, bactérias bem adaptadas à limpeza diária, soluções desinfetantes e toalhetes contaminados e conformidade variável ao procedimento de higiene e limpeza das mãos”, diz o texto da conclusão da pesquisa. 

A limpeza regular é um protocolo que guia a higienização dos leitos da UTI e da área em torno, feita pelos enfermeiros. A limpeza inclui colchão, bombas de infusão e respirador e tem como objetivo reduzir os micróbios no ambiente e prevenir transmissões entre os pacientes. O procedimento de limpeza seguido pela equipe do hospital é padronizado e feito de acordo com diretrizes internacionais.

“A maioria dos gêneros [de bactérias] encontrados em ambas as unidades [de UTI] está presente no microbioma humano saudável, sugerindo que os vetores mais prováveis de contaminação são funcionários e pacientes do hospital”. A pesquisa aponta telefones celulares, computadores e prontuários, “comumente usados, mas geralmente negligenciados”, como equipamentos que estão carregando os micróbios. 

“É urgente o desenvolvimento de políticas robustas de vigilância microbiana para ajudar a orientar os procedimentos, melhorando o controle de infecções”, ressalta a conclusão do estudo.

Segundo a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas  da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), os resultados do estudo não permitem determinar se a quantidade de bactérias resistentes à limpeza regular é suficiente para que haja transmissão de doenças. 

A pesquisa foi feita a partir de uma parceria da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do HCFMRP com pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.

Fonte: EBC

R10 no Facebook:
imprimir
Veja também
TV R10

»

Jornal Portal R10

»

Água Branca-PI Por Celim

Claro anuncia tecnologia 4G para Água Branca a partir da semana que vem

Blog do Lucão (Timon e Região dos Cocais) Por Lucas Stefano

Seis UBSs referência para Covid-19 passam a funcionar aos finais de semana

Amarante-PI Por Diogo Costa

Profissionais instalam placas de conscientização sobre covid-19 em Amarante

Landri Sales-PI Por Domingos Veloso

Atividade do 3º dia da Semana de Meio Ambiente é divulgado pela SEMMA

José de Freitas-PI Por Ítalo Fonseca

José de Freitas agora registra 38 casos confirmados por Covid-19

Mais lidas da semana

»

© Copyright 2020 - Portal R10 - Todos os direitos reservados
R10 TV Municípios Colunas Anuncie Fale conosco
Site desenvolvido pela Lenium