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Política - Internacional

Postada em 18/09/2019 ás 13h52

Publicada por: Jornalista Milton Atanazio

Trump diz que irá aumentar sanções contra Irã após ataque na Arábia Saudita
Ataques contra as instalações da petroleira foram atribuídos por autoridades americanas ao Irã
Trump diz que irá aumentar sanções contra Irã após ataque na Arábia Saudita

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarca no Air Force One, na terça-feira (17) — Foto: Tom Brenner/ Reuters

Em meio à crescente tensão entre Washington e Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (18) que ordenou ao secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, um aumento substancial das sanções impostas contra o Irã.

O anúncio é feito dias após os ataques contra as instalações da gigante petroleira Aramco, na Arábia Saudita, que algumas autoridades americanas atribuíram ao Irã.

“Acabei de instruir o secretário do Tesouro a aumentar substancialmente as sanções ao Irã!”, anunciou no Twitter. O chefe de estado americano, no entanto, não deu detalhes adicionais sobre a medida.

Os Estados Unidos já aplicam sanções generalizadas que prejudicam a economia do Irã desde que Trump, cumprindo promessa de campanha, retirou seu país do acordo nuclear de 2015.

Ataque contra petroleira saudita

No sábado (14), os ataques interromperam a produção de 5,7 milhões de barris de petróleo por dia – equivalente a mais da metade dos 9,6 milhões produzidos diariamente segundo a agência Associated Press e 5% da produção mundial.

O ataque fez a produção de petróleo da Arábia Saudita cair pela metade e elevou os preços do produto em todo o mundo. Entenda aqui os possíveis impactos.

Após o incidente, rebeldes iemenitas houthis – que são apoiados pelo Irã no conflito que acontece no Iêmen – disseram ter enviado dez drones para atacar as instalações.

O grupo tem feito vários bombardeios fronteiriços com mísseis e drones contra bases aéreas sauditas e outras instalações sauditas, porque a Arábia Saudita desde 2015 lidera uma coalização internacional que apoia o governo do Iêmen contra os houthis.

Em princípio, Trump não citou diretamente o Irã, mas deixou claro que os Estados Unidos estavam prontos para atacar e aguardavam a conclusão da análise feita pelos sauditas para determinar como proceder.

A Arábia Saudita afirmou que as armas usadas no ataque contra a petroleira foram fabricadas no Irã. Na segunda-feira, o Irã enviou uma nota oficial aos Estados Unidos em que nega o envolvimento no ataque.

Especialistas americanos e sauditas estão empenhados em tentar descobrir quem foi o responsável pelo bombardeio.

Nesta quarta, o governo saudita declarou que vai participar da coalizão internacional para proteger o transporte comercial no estreito de Ormuz, que é um local estratégico para a passagem de petróleo.

Crescente tensão entre EUA e Irã

A relação entre os Estados Unidos e o Irã vem se deteriorando desde a eleição de Donald Trump. Em 2018, Trump cumpriu sua promessa de campanha e retirou seu país do acordo nuclear assinado em 2015.

Na época, os Estados Unidos alegraram que o Irã financiava grupos terroristas e não cumpria os termos do tratado – o que não foi confirmado por organizações independentes. Desde então, os americanos adotaram sanções que prejudicam a economia iraniana.

Em julho de 2019, o Irã ultrapassou o limite de 300 kg de urânio de baixo enriquecimento que foi previsto no acordo nuclear em retaliação contra as sanções americanas.

O urânio de baixo enriquecimento é usado para produzir combustível para reatores nucleares, mas, potencialmente, pode servir para a produção de armas nucleares. A violação dos termos abre espaço para a volta de sanções multilaterais que foram suspensas em troca de o Irã limitar suas atividades nucleares.

Fonte: G1

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