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Cidades - Em Picos

Postada em 19/09/2019 ás 15h47

Publicada por: Geysa Silva

PICOS | BNB cria plano de apoio aos cajucultores do Vale do Guaribas
A ação compreende sete municípios do Vale do Guaribas: Picos, Dom Expedito Lopes
PICOS | BNB cria plano de apoio aos cajucultores do Vale do Guaribas

Foto: Cidades na Net

O Banco do Nordeste do Brasil – BNB, lançou na manhã desta quinta-feira (19), no auditório da Associação Comercial, por meio do Programa de Desenvolvimento Territorial – Prodeter, o Plano de Ação Territorial de Cajucultura de Picos, cujo objetivo é oferecer crédito aos produtores do caju, a fim de fortalecer a produção do comércio no Vale do Guaribas.

A ação compreende sete municípios do Vale do Guaribas: Picos, Dom Expedito Lopes, Santo Antônio de Lisboa, Francisco Santos, Alagoinha do Piauí, Campo Grande do Piauí e Monsenhor Hipólito. Em cada cidade, 15 produtores serão beneficiados, totalizando 105.

“É um momento diferenciado, onde o banco vai promover um plano de desenvolvimento territorial, com ações de capacitação e técnicas, crédito orientado e assistido, cujo objetivo é a melhoria na qualidade de vida de nossos produtores da região. O público alvo são os micro e pequenos produtores rurais da Cajucultura. Vamos implementar um plano que visa fortalecer essa cadeia produtiva que ficou tão desassistida e que hoje deixa muito a desejar. Temos que implantar tecnologias novas para que esse caju tenha uma oportunidade de melhoria”, declarou o superintendente estadual do BNB, Expedito Neiva.

Carlos Pinto Barreto, Gerente de Produtos e Serviços do Ambiente de Políticas de Desenvolvimento da Direção Geral em Fortaleza, disse que além do investimento bancário, é preciso que produtores e parceiros exerçam suas tarefas para o sucesso do plano.

“O lançamento desse programa é exatamente para que os produtores e parceiros e banco possam, dentro de um planejamento estratégico, trabalhar o desenvolvimento dessa atividade aqui na região. Esse plano é composto de uma série de ações para seu sucesso. Aqui, na região Vale do Guaribas, o problema que foi detectado foi a baixa produtividade da Cajucultura. A ideia é que todos deem as mãos para que possamos aumentar essa produtividade nesses sete municípios. Não é preciso apenas o dinheiro do banco, mas que cada um faça sua parte, como, por exemplo, a capacitação do produtor”, ressaltou ele.

O gerente local do BNB, Jairo Ibiapina, pontuou ainda a meta que espera atingir com o investimento que será feito na área da Cajucultura. “Nosso objetivo é resgatar a produtividade igual ou superior aos anos 2000. Com a seca, a gente teve um prejuízo enorme, pois caiu bastante a produção, impactando a nossa região, economicamente falando. Temos unidos todos os parceiros – Prefeitura, Emater, Sindicatos e Produtores – para fazermos um acompanhamento de perto para que se possa resgatar essa atividade tão importante para a região”.

Ele mencionou ainda que o comércio tem sido visto como um dos principais pontos a serem corrigidos e fortalecidos com o projeto. “A comercialização é um dos pontos que a gente vai estar trabalhando, juntamente com a comissão para fortalecer. Temos que ir desde a qualidade das mudas até o final, que é a comercialização. Então a gente vai estar discutindo com cada segmento, para alavancarmos todos os setores da Cajucultura”.

O secretário de Agricultura de Picos, Aurino Guimarães, esteve presente no evento. Ele mencionou que o projeto tem de tudo para dar certo, pois segue um modelo implantado no Ceará, o qual obteve êxito.

“A Cajucultura está doente e, por falta de apoio tecnológico, estamos com baixa produtividade. Esse programa visa exatamente isso: plantar o caju de forma profissional, com apoio tecnológico e técnico. Esse plano é uma cópia do que foi feito na região de Beberibe-CE e que fez muito sucesso. A expectativa é positiva, pois sempre que envolve bancos, porque há a possibilidade de novos investimentos, novos aportes para a região”, disse.

Francisco José, mais conhecido por Chico Bombeiro, é produtor de caju há anos. Ele disse estar otimista com o investimento que será dado pelo banco.

“Estou otimista. Esta é uma nova fase da Cajucultura, sobretudo porque estão todos empenhados – nós produtores, o banco e demais instituições parceiras. Precisávamos que isso acontecesse, porque a Cajucultura é o sustento não apenas de Picos, mas de toda a região”, declarou.

Fonte: Cidades na Net

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