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Geral Meio Ambiente
25/09/2019 09h03 Atualizada há 2 anos
Por: Marina Sousa

Queimadas provocam nuvem de fumaça e deixa céu vermelho na Indonésia

Foto: reprodução/Twitter
Foto: reprodução/Twitter

O último dia 19 de agosto foi uma data marcante para os moradores de São Paulo. Foi quando o dia virou noite às três da tarde. O céu ficou repleto de nuvens, bloqueando quase totalmente a passagem do Sol. A fumaça proveniente da Amazônia contribuiu para o fenômeno e chamou a atenção do mundo para as queimadas na região. Agora, chegou a hora de olhar para a Indonésia.

Pareciam cenas de um filme de ficção científica, mas as imagens que se espalharam pelas redes sociais no último final de semana eram muito reais: devido aos focos de queimadas, o céu da Indonésia ficou vermelho.

Fotos e vídeos foi feito no sábado (21) por uma moradora da província de Jambi, ao sul da ilha, e divulgado pela emissora russa RT. Mostraram a coloração incomum do céu causada pelos gases tóxicos liberados pela queima de diversos hectares de florestas da região.

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"Fiquei muito surpresa quando vi que o céu estava vermelho . Ficou tudo muito escuro, o vento soprava com muita força. Nós tínhamos a sensação de estarmos em outro planeta", afirmou a Ayu Putri Wijianti, professora de uma escola primária em Jambi, em entrevista ao jornal britânico The Guardian nesta terça-feira (24).

A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia divulgou em sua conta oficial do Instagram o nome do fenômeno: dispersão de Mie. Ele ocorre quando a luz do Sol se espalha graças a pequenas partículas de poluição presentes no ar. Assim, toda a atmosfera acaba ganhando esse aspecto vermelho.

Mas não é qualquer tipo de poluente que é capaz de causar o efeito. A dispersão de Mie só acontece quando o diâmetro das partículas é semelhante ao comprimento de onda da luz visível. Traduzindo, ela acontece quando os raios de luz do Sol têm o tamanho dos pedacinhos fuligem que estão suspensos no céu. Nos locais em que os vídeos foram feitos, a agência de meteorologia indonésia detectou altas concentrações do poluente PM10. Esse tipo de contaminante se caracteriza por ter partículas de até 10 micrômetros de diâmetro.

É essa mesma lógica que torna o céu azul. A radiação solar é composta por vários comprimentos de onda que resultam em tonalidades diferentes de cor (representadas pelo arco-íris). Quando entram na atmosfera, elas “batem” nos átomos de nitrogênio e oxigênio e se dispersam. Acontece que um comprimento em específico — o azul — é compatível com os átomos da atmosfera, o que faz com que a cor se espalhe por toda a atmosfera. Aí, temos a impressão que a cor azulada é regra.

Fonte: Superinteressante
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