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Esportes - Flamengo

Postada em 08/10/2019 ás 10h06 - atualizada em 08/10/2019 ás 11h12

Publicada por: Marina Sousa

Jogador do Flamengo diz que foi alvo de 'macumbaria' e hoje se vê no auge
Evangélico, Bruno foi convidado a palestrar para cerca de 400 pessoas.
Jogador do Flamengo diz que foi alvo de 'macumbaria' e hoje se vê no auge

Foto: Érica Matos/Igreja do Recreio

Um dos destaques do Flamengo, Bruno Henrique vive a melhor fase de sua carreira aos 28 anos. Foi convocado pela primeira vez para a Seleção. O atacante, que já passou por cinco clubes da Alemanha, hoje se vê no auge no Rubro-Negro.

Sucesso que ele atribui à própria fé. Evangélico, Bruno foi convidado a palestrar para cerca de 400 pessoas na noite de segunda-feira, no "Craques da Paz", evento beneficente na Igreja do Recreio, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Em bate-papo com o pastor e ex-jogador Ricardo Pinudo, o atacante lembrou dificuldades da carreira, disse já ter sido alvo de "macumbaria", revelou lição de vida, exaltou o clube e mirou os títulos em disputa:

"Sei da importância que é estar no caminho de Deus, minha família é toda da igreja. Vou contar um testemunho do que aconteceu comigo em 2017, no Santos. Estava no auge, cotado para Seleção, para times grandes da Europa. E no primeiro jogo do Paulista me machuquei. Tive uma lesão na vista que me deixou afastado por sete meses. Fiquei pensando: por que tinha acontecido isso comigo? A gente não deve justificar com Deus quando as coisas acontecem. Hoje entendi o por que."

"Fizeram 'macumbaria' para não chegar no meu sucesso. Deus falou para ter paciência, que o melhor estava por vir. E hoje eu posso contar que o melhor aconteceu na minha vida: ter sido chamado para a Seleção e jogando no melhor time do mundo. Não conquistei nada ainda, mas se Deus quiser vai ser coroado com chave de ouro esse ano."

A infância humilde de Bruno Henrique, natural de Belo Horizonte, é comum a tantos outros jogadores brasileiros que tentam mudar de vida através do futebol. A peculiaridade da carreira do atacante é que ele não passou por categorias de base. Saiu dos campeonatos de várzea da capital mineira direto para o profissional aos 21 anos. Mas se atualmente o camisa 27 rubro-negro é inspiração para muitos torcedores, o início foi complicado, com trocas de clube e fome:

"O Cruzeiro me viu jogando e deu oportunidade para mim e meu irmão, que éramos o destaque do campeonato. Assinei contrato de um ano, mas não fiquei. O Cruzeiro me emprestou para o Uberlândia e, quando meu contrato terminou, não renovou. O Uberlândia fez um novo contrato comigo e continuei jogando o Campeonato Mineiro."

"Passei várias dificuldades. Todos os jogadores tinham moradia, só eu e mais um amigo morávamos no alojamento. Tinha dia que o time ia viajar e a gente não tinha o que comer às vezes. O dinheirinho que a gente ganhava guardava para comprar um biscoito, um suco..."

Bruno conta que por muito pouco não abandonou o sonho de se tornar jogador profissional em 2014. Porém, um chamado terrestre de seu antigo treinador no Uberlândia, e um chamado divino da falecida avó, Dona Léa, o recolocou no trilho para buscar o sucesso atual:

- Eu estava em casa, já meio que desacreditado, e ele me ligou: "Bruno, não quer vir aqui para poder me ajudar? Pensa com carinho, um cara que eu quero ter no grupo é você". Desliguei o telefone, passaram os dias, e ele manda mensagem: "E aí, Bruno, amanhã é a apresentação. Quer vir?" Falei que não ia. Eu estava na rua com meus amigos, esperando outro para jogar pelada na quadra, e me peguei pensando na frase que minha avó uma vez disse: "Um dia vocês vão ver meu neto brilhar para o mundo inteiro".

- Falei para meus amigos: "Olha, não vou para o futebol mais. Tenho que ir em casa, meu telefone tocou e meu avô disse que quer falar comigo". Mas não tinha tocado nada (risos). Fui para casa e fiquei pensando: "Porque essa mensagem veio logo agora na minha cabeça?". Aí liguei para o treinador: "Olha, pode contar comigo que eu vou". E fui. Subimos o time para a Primeira Divisão, fui vice-artilheiro do Goiano, e o Goiás me viu jogando e deu oportunidade em 2015.

"Vou torcer por eles e pelos outros jogadores que eu conheci, tive aquele tempo lá e criei amigos também. E quem sabe um dia poder fazer esse ataque com o Gabriel na Seleção."

Bruno Henrique levou uma camisa para ser sorteada no evento, distribuiu autógrafos e tirou foto com o público. O projeto "Craques da Paz" foi criado em 2015 e realiza fóruns de debates, visitas aos clubes, palestras, jogos beneficentes, e eventos de ordem filantrópica para promover a paz através do futebol.

Fonte: GE

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