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Brasil Relatório
09/10/2019 08h51
Por: Bruna Sampaio

Manchas em praias do Nordeste são mistura de óleos venezuelanos

Um relatório da Petrobras afirma que as manchas que estão poluindo praias do Brasil são uma mistura de óleos da Venezuela. Nessa terça-feira (8), subiu para 138 o número de áreas do litoral nordestino com resíduos.

Equipes do governo já recolheram 133 toneladas de óleo desde o mês passado no Nordeste.

Mancha de óleo atinge o litoral do Sergipe - Adema/Governo de Sergipe
Mancha de óleo atinge o litoral do Sergipe - Adema/Governo de Sergipe

Nessa terça, o presidente Jair Bolsonaro disse de novo que os investigadores já consideram um país onde o óleo foi extraído. Ele não falou o nome, disse apenas que pode ter sido criminoso.

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"Eu não posso acusar um país, vai que não é aquele país. Não quero criar problemas com outros países. É reservado", afirmou o presidente.

"É um volume que não está sendo constante, não é? Se fosse um navio que tivesse afundado, estaria saindo ainda óleo. Parece que [...] criminosamente algo foi despejado lá", acrescentou.

Um laboratório da Petrobras analisou 23 amostras do resíduo recolhido. Os técnicos compararam as moléculas com o material produzido pelo Brasil.

"Cada petróleo teria entre aspas um DNA específico. Então, esse conteúdo de moléculas que está em cada amostra é que me permite diferenciar um petróleo do outro e correlacioná-los, buscar semelhanças ou diferenças. Então a gente, grosseiramente, pode dizer que cada petróleo tem um DNA diferente", afirmou o geólogo Mário Rangel, gerente do laboratório de geo-química da Petrobras.

Origem do óleo

A Petrobras concluiu que o óleo não é produzido, comercializado nem transportado pela estatal. Um relatório da Petrobras, encaminhado aos investigadores, afirma que os resíduos encontrados são uma mistura de óleos venezuelanos.

Questionado, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que ainda não é possível dizer de onde o óleo veio. Mas disse que há três hipóteses:

um navio afundado;

um acidente durante a passagem de óleo de um navio para outro;

despejo criminoso.

Foi descartado que o óleo tenha brotado de uma fissura no fundo do mar o que seja fruto da limpeza de um tanque de um navio.

"São aproximadamente mais de 500 barris de petróleo, o que indica que não é simplesmente a lavagem de um tanque de um navio. Alguma coisa extraordinária aconteceu", afirmou o presidente da estatal.

"Existe a possibilidade de esse material ser liberado gradualmente", acrescentou.

Fonte: G1
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