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Piauí - Piauí

Postada em 21/10/2019 ás 14h14 - atualizada em 21/10/2019 ás 16h48

Publicada por: Bruna Sampaio

Defensoria faz inspeção no CEM e constata precariedade
Equipe constatou a presença de mofo, água acumulada, infiltrações e esgotos a céu aberto.
Defensoria faz inspeção no CEM e constata precariedade

Foto: Divulgação

A Defensoria Pública do Estado do Piauí, por meio da 4ª Defensoria Pública da Infância e da Juventude, realizou vistoria no Centro Educacional Masculino – CEM, em Teresina, com o objetivo de observar as condições de internação, detectando possíveis  adversidades e buscando assegurar os direitos dos menores que se encontram no referido espaço.

Em relatório resultante da inspeção, a Defensoria Pública elenca vários problemas constatados como a superlotação do CEM,  que tem capacidade para 67 menores e à época da inspeção contava com 97 internos, o que contribui para a impossibilidade de atendimento aos direitos fundamentais dos adolescentes.

Segundo o relatório, a estrutura física e de matérias também é precária e, embora em alguns pavimentos esteja sendo efetivada reforma, na maioria faltam colchões, sendo que a iluminação e ventilação precárias.  A equipe da Defensoria constatou ainda a presença de mofo, água acumulada, infiltrações e esgotos a céu aberto, o que coloca em risco a saúde dos internos.

A partir da conversa com os menores internos, a equipe da defensoria observou que as aulas não são ministradas de forma regular, que o material didático está em falta e que também não é oferecido nenhum curso profissionalizante aos adolescentes, que ficam ociosos na maior parte do dia. Os menores relataram ainda a dificuldade contato com as famílias, especialmente as que residem no interior do Estado já que o telefone do Centro não está funcionando. Segundo o relatório da Defensoria, no CEM, embora  existam sala de leitura, padaria e instrumentos musicais, todos estão em desuso, situação que precisa ser revertida.

Também não foi constatada situação adequada de lazer, embora haja banho de sol regular e realização de futebol, com o tempo máximo de 40 minutos para cada uma dessas atividades.

” A situação no Centro Educacional Masculino é degradante e muito embora o espaço esteja passando por reforma, ela se dá de forma muito lenta, aquém do necessário. A situação é extremamente complicada, inclusive com a possibilidade iminente de rebeliões, mas estamos imbuídos no sentido de implantar melhorias para garantir a dignidade da pessoa humana a esses adolescentes em conflito com a lei”, afirma o defensor Afonso Júnior.

Fonte: Ascom DPE

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